MIGREPI

13 Agosto, 2009

Imigração ilegal: Tribunal de Braga condenou homem a prisão efectiva de dois anos por auxilio ilegal, 13/08/09

Imigração ilegal: Tribunal de Braga condenou homem a prisão efectiva de dois anos por auxilio ilegal

13/08/09

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/530788

Porto, 13 Ago (Lusa) – O Tribunal Judicial de Braga condenou a dois anos de prisão efectiva o único arguido num processo investigado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras relativo à prática dos crimes de auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos.

Em comunicado hoje enviado, o SEF explica que a actividade ilícita do arguido – um cidadão de nacionalidade portuguesa – consistia na obtenção e elaboração de contratos de trabalho falsos celebrados entre diversos cidadãos portugueses e cidadãs estrangeiras, com o intuito de permitir a respectiva legalização.

Por cada legalização fraudulenta, acrescenta o SEF, o arguido cobrava àquelas pessoas a quantia de 750 euros e aquando da renovação dos documentos obtidos exigia-lhes novo pagamento no valor de 150 euros.

No decurso da investigação apurou-se que as cidadãs estrangeiras se dedicavam à prática do alterne e da prostituição, apesar de nos contratos entregues ao SEF, constar sistematicamente a profissão de empregada doméstica.

Com base nesta prática, o Tribunal de Braga condenou quarta-feira o arguido na pena única de dois anos de prisão efectiva pela prática de um crime de falsificação de documentos e de um crime de tentativa de auxilio à imigração ilegal, em ambos os casos na forma continuada.

O SEF realça o facto de, no acórdão, o colectivo de juízes ter aplicado pena de prisão efectiva por, entre outras razões, o arguido “ter denotado ausência de sentido crítico em relação aos actos praticados”.

“Demonstrou ainda absoluta indiferença pelos bens jurídicos protegidos, não se tendo coibido do aproveitamento da situação de vulnerabilidade em que se encontravam as cidadãs estrangeiras visadas que, não conseguindo legalizar-se, seriam expulsas do território nacional e, por isso, aceitaram as condições impostas e custearam da forma descrita os serviços prestados pelo arguido”, sustenta.

11 Agosto, 2009

Fátima: Maior problema da comunidade imigrante brasileira é a imagem que lhe está associada – Obra Católica de Migrações, em 11/08/09

Fátima: Maior problema da comunidade imigrante brasileira é a imagem que lhe está associada – Obra Católica de Migrações

11/08/09

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/530303

Fátima, Leiria, 11 Ago (Lusa) — O director da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM), frei Francisco Sales, disse à Agência Lusa que o maior problema da comunidade brasileira residente no país é a imagem que lhe está associada.

“Criaram-se estereótipos na sociedade portuguesa à volta dessa comunidade que a ligam à criminalidade e prostituição”, declarou Francisco Sales à margem da 37.ª Semana Nacional das Migrações, uma iniciativa da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana e da OCPM.

Aludindo ao assalto a uma agência do BES, em Lisboa, em Agosto do ano passado, feito por dois cidadãos brasileiros, um dos quais acabou por morrer, e apontando Portugal como um país na rota do tráfico de seres humanos para a prostituição, que está associada à mulher brasileira, o responsável defendeu a necessidade de “trabalhar bastante para recuperar a imagem do imigrante brasileiro”.

“A maioria é gente boa. Não podemos deixar cair na generalidade uma comunidade inteira porque algumas pessoas cometeram actos marginais”, realçou, considerando, ainda, que, por causa desses estereótipos, muitos imigrantes “têm dificuldades em encontrar alojamento” e até “dificuldades em instituições sociais e públicas”.

Criticando a comunicação social pelo trabalho que chamou de “exploração” do assalto à dependência bancária e por “identificar actos criminais com determinada nacionalidade”, o director da OCPM sustentou que esta situação “cria medo e dificulta a integração, acolhimento e abertura aos imigrantes”.

Francisco Sales apontou ainda “a crise, que origina desemprego” como outro problema com que se debatem os brasileiros que vivem em Portugal.

“Por causa da crise económica, o imigrante é visto como alguém que vem ocupar um posto de trabalho que poderia ser para um autóctone”, exemplificou, alargando este problema à restante comunidade imigrante residente no país, onde incluiu os que se encontram em situação ilegal.

“Temos muitos milhares de imigrantes ilegais que não deixam de ser pessoas com direitos”, alertou o responsável, reconhecendo que, embora, a sociedade portuguesa tenha registado uma evolução positiva em matéria de integração de imigrantes, registam-se casos de xenofobia.

“São poucos, mas não deixam de acontecer”, observou, acrescentando que “no geral [o imigrante] não é tratado da mesma forma”, independentemente da nacionalidade.

A 37.ª Semana Nacional das Migrações, que começou dia 09 e termina a 16, tem este ano como tema “Viver o amor fraterno sem distinções nem discriminações”.

Um dos momentos mais aguardados desta semana é a Peregrinação do Migrante e do Refugiado ao Santuário de Fátima, quarta e quinta-feira, coincidente com a peregrinação internacional, que este ano destaca a comunidade imigrante brasileira no país.

Segundo o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a 31 de Dezembro de 2008, os brasileiros representavam 24 por cento da comunidade estrangeira residente em Portugal, com 106 961 cidadãos.

SYR.

Lusa/fim

9 Março, 2009

Fórum Nacional de Jovens descendentes de imigrantes e da diáspora africana; Portugal

Arquivado em: Portugal — migrepi @ 6:14 pm

Fórum Nacional de Jovens descendentes de imigrantes e da diáspora africana

Chamada para Participantes
Prazo de candidatura: 15 de Março

O Fórum Nacional de Jovens descendentes de imigrantes e da diáspora africana pretende ser um espaço privilegiado de reflexão e de discussão no qual jovens de vários pontos do país debaterão temas tão diversos como os de participação cívica e política, habitação, emprego, educação, saúde e qualidade de vida, imigração, racismo e xenofobia, cultura, cooperação global e cultura de paz, entre outros, divididos em grupos de trabalho e lado a lado com decisores/as públicos/as e/ou peritos/as.

Este Fórum reveste-se da maior importância, pois é necessário que os/as jovens descendentes de imigrantes e da diáspora africana sejam tidos/as como interlocutores/ as e actores de um futuro que a eles/as pertence, identificando problemas, definindo prioridades e apontando soluções para uma sociedade mais justa, inclusiva e coesa.

Assim, a 21 e 22 de Março, no âmbito da SPOT – Feira de Juventude, no Centro de Congressos de Lisboa, convidamos-te a participar neste que será por certo um momento alto de participação e de valorização da diversidade.

Objectivos: 

  • Reflectir sobre os problemas, as necessidades, as aspirações e expectativas destes/as jovens, procurando sistematizá-los num documento a ser amplamente divulgado;
  • Contribuir para a afirmação e a participação dos/as jovens descendentes de imigrantes e da diáspora africana em Portugal;  
  • Fortalecer a capacidade de organização nacional da diáspora africana em Portugal e fomentar o associativismo juvenil imigrante; 
  • Criar um espaço de (inter)acção entre jovens oriundos/as de diversos contextos socioeconómicos e representantes da sociedade civil;
  • Contribuir para o combate aos estereótipos e preconceitos em Portugal; afirmar a contribuição da diversidade cultural para o Portugal do Presente e construir uma sociedade em que as preocupações, necessidades e expectativas destes/as e outros/as jovens sejam tidas em conta; 
  • Reforçar o co-desenvolvimento e o papel dos migrantes como actores de desenvolvimento dos países de origem; 
  • Consolidar o papel da diáspora africana na construção das estratégias de cooperação juvenis euro-africanas;
  • Construir uma sociedade mais fraterna, justa e inclusiva;
     

Número de participantes: 100 jovens com idades compreendidas entre os 15 e 35 anos

Perfil dos/as participantes 

  • Líderes associativos/ as juvenis de organizações da diáspora Africana e/ou associações de imigrantes;
  • Líderes de organizações estudantis de países de língua oficial Portuguesa;
  • Jovens de organizações empresariais de base imigrante ou da diáspora Africana;
  • Jovens de organizações sindicais de base imigrante ou da diáspora Africana;
  • Jovens animadores/as, activistas e multiplicadores/ as de origem imigrante ou da diáspora Africana; 
  • Jovens de origem imigrante ou da diáspora Africana activos/as nas mais diversas expressões do associativismo juvenil;
  • Jovens investigadores/ as e intelectuais de origem imigrante ou da diáspora Africana; 
  • Jovens de organizações membro do CNJ; 
  • Ter experiência e interesse nos temas de debate;
  • Trabalhadores/ as e empreendedores/ as sociais; 
     

Metodologia e programa
Os/As participantes serão divididos/as em grupos de trabalho e debaterão ao longo do dia de sábado os temas em discussão. Os trabalhos serão conduzidos por jovens facilitadores/ as e a utilização de metodologias e técnicas de educação não formal será uma constante.
A criação de um espaço informal, cooperativo e participado será uma das nossas principais preocupações.
Os trabalhos serão acompanhados por peritos/as e ou personalidades da sociedade civil.
Cada grupo de trabalho elegerá um/a relator/a que no final do dia, e em colaboração com os/as outros/as relatores/as dos restantes grupos de trabalho e os/as facilitadores/ as, deverão sistematizar os conteúdos da discussão num documento.
No domingo de manhã, cada grupo de trabalho discutirá o documento referente ao(s) seu(s) tema(s) e as conclusões finais serão apresentadas, em sessão plenária, no final da manhã, na qual estarão presentes decis ores/as políticos/as.
Paralelamente aos trabalhos, os/as participantes poderão desfrutar de algumas actividades culturais e de momentos de lazer e convívio previstos no programa do Fórum.

Grupos de trabalho

  • Emancipação juvenil (emprego e habitação)
  • Associativismo juvenil, Participação e Cidadania
  • Diáspora Africana, cooperação global e cultura da paz
  • Saúde e qualidade de vida
  • Imigração
  • Educação
  • Cultura, Relações interculturais e aliança de civilizações
  • Combate à discriminação e Inclusão
  • Alojamento e Alimentação
     

A organização oferece alimentação (almoço e jantar) no dia de sábado e poderá ser facultado gratuitamente, mediante vagas disponíveis, alojamento para os/as jovens deslocados/as. 
Os/As participantes deverão estar disponíveis no dia 21 de Março das 9h30 às 19h e dia 22 de Março das 9h30 às 13h.

Transporte
O transporte deverá ser assegurado pelos/as participantes.
 

Informações Relevantes
Para os menores de 18 anos, é obrigatória a apresentação de termo de responsabilidade assinado pelo encarregado de educação.  
Os participantes com necessidades ou dietas especiais deverão assinalá-lo no espaço reservado para o efeito na ficha de inscrição.
Prazo final para candidaturas
Os/As interessados/ as em participar deverão preencher a ficha de candidatura e enviá-la para o CNJ até ao próximo dia 15 de Março, ao cuidado de Magda Alves, para os e-mails: 
geral@cnj.pt  e magda.alves@cnj.pt

  ou fax: 218802139.  
 
Contactos
Para mais informações, por favor, contactar o Secretariado do CNJ:
e-mail: magda.alves@cnj.pt
tel: 218802130
telm: 938160139

Apoio: 
 
Data limite para apresentação de candidaturas: 15 de Março 2009

Nome:
Morada:
Telefone:
Telemóvel:
Email:
Nº Bilhete identidade 
Feminino oMasculino  oData de Nascimento:    

Dados Pessoais
Dados da Organização (facultivo)
Nome:
Morada:
Telefone:
Email:
Posição/funções na Organização:

Motivação e Experiência
Qual a tua motivação para participar neste Fórum?

2. Quais são as tuas expectativas em relação a este Fórum? O que queres ver discutido? 

Grupos de Trabalho
 
Numera, por ordem de preferência, de 1 a 8, os grupos de trabalho em que gostarias de participar, sendo 1 o grupo de maior preferência e 8 o de menor: 
   Emancipação juvenil (emprego e habitação)
   Associativismo juvenil, Participação e Cidadania 
   Diáspora Africana, cooperação global e cultura da paz
   Saúde e qualidade de vida 
   Imigração 
   Educação 
   Cultura, Relações interculturais e aliança de civilizações 
   Combate à discriminação e Inclusão

Necessidades especiais (por exemplo, alojamento, dieta, mobilidade, etc.): 

Data:                                   Assinatura:
 
Enviar para o CNJ até ao próximo dia 15 de Março, ao cuidado de Magda Alves, para o e-mail: magda.alves@cnj.pt  ou fax: 218802139.

28 Novembro, 2008

Imprensa portuguesa liga imigrantes brasileiros à criminalidade, diz estudo; 26/11/08

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BBC Brasil – 26/11/08

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081126_brasileiros_midia_jr_cq.shtml

Imprensa portuguesa liga imigrantes brasileiros à criminalidade, diz estudo  
A imprensa portuguesa apresenta os imigrantes brasileiros como ligados à criminalidade. Esta é a avaliação de Isabel Ferin, pesquisadora responsável pelo estudo Mídia, Imigração e Minorias Étnicas, cuja edição relativa a 2007 será publicada no final deste mês.

No estudo, realizado anualmente desde 2004 por encomenda do Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural de Portugal, são analisadas as notícias relacionadas com a imigração publicadas ao longo do ano em seis jornais de circulação nacional e em canais de televisão. As reportagens são divididas por temas e nacionalidades.

Segundo a pesquisadora, há uma ligação entre as citações de brasileiros e as matérias sobre criminalidade, o que se reflete na imagem dos brasileiros na imprensa portuguesa.

“Infelizmente, a imagem dos brasileiros está relacionada aos crimes. Em relação ao sexo masculino, a imagem é do assaltante, enquanto a das mulheres é ligada à prostituição, algumas vezes como criminosas e outras como vítimas, mas sempre ligada à transgressão social”, diz Isabel Ferin.

Números

Segundo dados do governo português, existem cerca de 431 mil imigrantes legalizados em Portugal.

Os brasileiros formam o maior contingente, com 77 mil legalizados além de 30 mil ilegais, de acordo com estimativas do prórpio governo.

Os caboverdianos vêm em segundo lugar, com cerca de 62 mil indivíduos, deixando em terceiro os ucranianos com 46 mil.

Apesar da associação com a criminalidade feita pela imprensa, os brasileiros representam pouco mais de 2% da população carcerária de Portugal.

A maioria dos 246 cidadãos brasileiros que cumprem penas em prisões portuguesas foi condenada por tráfico de drogas, presos ao tentarem entrar no país com entorpecentes.

Motivos históricos

Para Isabel Ferin, o motivo dessa imagem associada à criminalidade está ligado à história da relação entre os dois povos.

“Atribuo essa relação entre brasileiros e transgressão social a estereótipos coloniais, sobretudo à (visão da) mulher brasileira como prostituta e do homem como malandro”.

Ela acredita que o motivo pelo qual os brasileiros são a nacionalidade com pior imagem na imprensa está relacionado ao tipo de imigração.

“Os brasileiros são os únicos imigrantes que entram em situação de concorrência com os profissionais portugueses. Isso é reflexo de alguma sensação de inferioridade visível na sociedade portuguesa”.

Para Gustavo Behr, presidente da Casa do Brasil de Lisboa – a maior associação de imigrantes brasileiros em Portugal – não há uma posição única da imprensa portuguesa em relação aos brasileiros.

“Acho que há diferenças entre os vários meios de comunicação social, que se comportam de forma diferenciada em relação aos brasileiros. Às vezes isso depende de quem escreve”.

Ele acredita que devem haver limites éticos para os textos. “Não acho legítimo os meios relacionarem os imigrantes com a criminalidade. É uma questão que deve ser tratada com o devido zelo. Uma notícia sobre crime que se refira a nacionalidade pode criar resistência na sociedade em acolher os imigrantes”.

Ano atípico

No estudo relativo ao ano de 2007, foram analisadas 2.624 matérias. Do total, a nacionalidade com referências no maior número de textos foi a brasileira, com 325 ocorrências (12,5% do total), seguida pelos ciganos (com 9,4%) e ucranianos (com 3,2%).

As matérias sobre imigrantes ou imigração que não especificam nenhuma nacionalidade somam 44%. No total, foram citados imigrantes de 19 nacionalidades.

O estudo também analisou as notícias veiculadas pelos canais de televisão, em um total de 237 matérias.

A principal nacionalidade citada na TV também é a brasileira, com 11,8% das referências, seguida dos nativos do Magreb e dos cidadãos dos países da Europa Oriental, ambos com a mesma porcentagem: 7,6%.

Segundo a pesquisa, em 2007, o principal tema abordado foi a clandestinidade, com 22,6% do total, ficando em segundo lugar a criminalidade, com 22,5%, seguida pela discriminação, com 12,5%.

Isabel Ferin, no entanto, considera que este foi um ano atípico.

“Em 2007, como houve a Presidência portuguesa da União Européia e, por outro lado, como o alto-comissário para a Imigração teve um papel muito ativo junto aos meios de comunicação social, a ênfase maior dos textos publicados foi para a integração dos imigrantes. Em 2008, pelo levantamento que estamos fazendo, o quadro já é diferente, com um aumento do tema da criminalidade”, disse, referindo-se ao estudo que será publicado em 2009.

Jair Rattner
De Lisboa para a BBC Brasil

 

Imigração: 4.000 filhos de imigrantes obtiveram nacionalidade portuguesa em pouco mais de um ano – ministro da Presidência, 27/11/08

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Lusa Notícias – 27/11/08

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/4a7c8234c47d3ba012d1e1.html

Imigração: 4.000 filhos de imigrantes obtiveram nacionalidade portuguesa em pouco mais de um ano – ministro da Presidência

 

Lisboa, 27 Nov (Lusa) – Mais de 4.000 crianças filhas de imigrantes obtiveram nacionalidade portuguesa por terem concluído o primeiro ciclo do ensino básico, ao abrigo da nova lei da nacionalidade, disse hoje o ministro Pedro Silva Pereira.

O membro do governo falava em Lisboa na abertura de um seminário técnico de dois dias patrocinado pela Comissão Europeia sobre “Jovens Imigrantes, Educação e Mercado de Trabalho”, em que participam 120 representantes de 25 países europeus.

Em discussão estão os desafios enfrentados pelos jovens imigrantes nas escolas, no ensino e na formação profissional, bem como na transição para o mercado de trabalho, questões consideradas prioritárias na agenda europeia actual.

O ministro da Presidência chamou a atenção para o facto da imigração em Portugal ter uma forte componente de expressão portuguesa, facilitadora da integração social, em contraste com a oriunda de outros países, como a Ucrânia, que coloca novos desafios à política de integração, em particular no domínio da língua.

Por outro lado, em comparação com outros países europeus, Portugal tem fluxos migratórios relativamente moderados e uma proporção cada vez maior dessa imigração tem a ver com o reagrupamento familiar.

Nesse contexto, destacou os esforços do governo para combater o excesso de burocracia no controlo dos fluxos migratórios, que, na sua perspectiva “acrescenta pouco ao rigor do controlo e favorece a imigração clandestina e ilegal”, e promover uma política humanista de apoio ao reagrupamento familiar.

As novas leis da nacionalidade e a lei da imigração foram “duas iniciativas políticas recentes de grande ambição destinadas a apoiar a integração social dos imigrantes e que congregaram grande consenso social e político no país”, sublinhou o ministro.

A primeira dessas leis concede a nacionalidade portuguesa às crianças filhas de imigrantes que tenham completado o primeiro ciclo do ensino básico independentemente da situação legal dos pais.

E isso por se tratar de “um indicador de permanência estável, de ligação ao país, de domínio da língua, incentivador do sucesso e da integração escolar”, fundamental para o êxito da sua integração social e futura inserção no mercado de trabalho.

“Em pouco mais de um ano, mais de 4.000 crianças obtiveram a nacionalidade portuguesa nestas circunstâncias” – afirmou.

Na sua perspectiva, o sucesso escolar é uma condição chave para a integração dos imigrantes no mercado de trabalho e deriva de um ambiente familiar estruturado.

É por isso que “grande parte do investimento na integração dos imigrantes se destina a fornecer condições para o sucesso escolar, a combater a info-exclusão e a favorecer a integração no mercado de trabalho”.

Nesse sentido, referiu os programas “Português para Todos”, destinado promover a aprendizagem da língua portuguesa pelos imigrantes de forma a favorecer a sua inclusão social e profissional, e o “Novas Oportunidades”, que visa reforçar as suas qualificações.

Pedro Silva Pereira falou ainda de outro programa, o “Escolhas”, agora na sua terceira edição, que definiu como “uma intervenção de proximidade, através de uma rede de parceiros nas escolas, autarquias locais e instituições particulares de solidariedade social”, e que espera venha a ter em 2009 a uma quarta edição.

Anne-Sophie Canihac, da Comissão Europeia, sublinhou que a política de imigração está no topo da agenda europeia pelo desafio que representa para as sociedades dos países membros a integração dos seus imigrantes, de grande relevo para aliviar o envelhecimento demográfico e a falta de mão de obra qualificada.

Sinais dessa importância são os 800 milhões de euros a aplicar pela Comissão Europeia até 2013 em políticas de integração de imigrantes, o lançamento em 2009 do site “Integration” na Internet e de um Fórum de Integração, destinado a envolver cada vez mais a sociedade civil nestas questões.

CM.

Lusa/fim

14 Outubro, 2008

Protesto em Portugal pede legalização dos imigrantes, 12/10/08

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Terra Notícias – 12/10/08

http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3251969-EI8142,00-Protesto+em+Portugal+pede+legalizacao+dos+imigrantes.html

Protesto em Portugal pede legalização dos imigrantes

Cerca de 1,2 mil pessoas participaram neste domingo de uma passeata no centro de Lisboa contra a política européia para a imigração, exigindo a legalização imediata de todos os imigrantes.

No protesto, organizado por mais de 30 organizações de defesa dos imigrantes, os manifestantes também pediram a não aprovação do chamado “pacto Sarkozy” – uma proposta da União Européia que prevê a expulsão imediata de todos os imigrantes ilegais do bloco.

Os participantes da passeata percorreram cerca de um quilômetro com faixas com palavras de ordem como “ninguém é ilegal”, “legalização para todos” e “não à Europa fortaleza”.

“Os imigrantes são fundamentais para a sustentação econômica da Europa”, disse Gustavo Behr, presidente da associação de imigrantes Casa do Brasil.

Para Timóteo Macedo, da associação Solidariedade Imigrante, a legalização dos imigrantes é uma questão de direitos fundamentais. “Um trabalhador sem legalização não tem direitos humanos”, disse.

Macedo estima que 150 mil imigrantes ilegais vivam no país. Apesar de os brasileiros serem a maior comunidade estrangeira em Portugal – estima-se que vivam no país 130 mil, num total que pode chegar a 500 mil imigrantes -, o número de brasileiros presentes da manifestação não refletia isso.

“Faz falta que os brasileiros participem mais. Nós, como associação, temos mais brasileiros do que qualquer outra organização em Portugal. Mesmo assim, são muito poucos”, afirmou Macedo.

BBC Brasil

10 Outubro, 2008

Banca alicia emigrantes com oferta de baixo risco, 08/08/08

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Diário de Notícias, 08/08/08:

http://dn.sapo.pt/2008/08/08/dnbolsa/banca_alicia_emigrantes_oferta_baixo.html

Banca alicia emigrantes com oferta de baixo risco

PAULA CORDEIRO

Poupança. Campanhas para não residentes

As férias dos emigrantes em Portugal são normalmente aproveitadas pela banca para lançar campanhas de captação de novos clientes e principalmente de poupança. Este ano não é excepção e a oferta disponibilizada pelos principais bancos aposta especialmente em depósitos a prazo e seguros de capitalização.

Face à crise financeira nos mercados, os bancos optam por promover junto destes clientes produtos de menor risco, numa altura em que a subida dos juros permite oferecer remunerações mais atractivas.

A Caixa Geral Depósitos (CGD) está a promover, entre outros produtos, o Caixa Aforro Residentes no Estrangeiro, com taxa de juro indexada à Euribor a seis meses e com prémios de permanência.

O Millennium bcp opta pela promoção de um seguros de capitalização, o Poupança 125 2008, a 8 anos e com 4,75% para este ano.

Dividindo a sua oferta para estes clientes por prazos e níveis de risco, o Banco Espírito Santo (BES) prefere não destacar nenhum produto em especial.

O Santander Totta segue a mesma tendência, disponibilizando um conjunto de soluções de poupança para não residentes, à semelhança do Banco Português de Investimento (BPI), que oferece depósitos especiais a um, dois e três anos.

21 Setembro, 2008

Envelhecimento de Portugal só pode ser atenuado pela imigração, 27/08/08

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Acime, 27/08/08:

http://www.oi.acime.gov.pt/modules.php?name=News&file=article&sid=1917

Envelhecimento de Portugal só pode ser atenuado pela imigração

Por João Ramos de Almeida, Público

A população portuguesa poderá crescer mais do que o previsto pelo Governo português e só diminuir duas décadas mais tarde do que o esperado oficialmente, caso se concretize o cenário das projecções populacionais do Eurostat entre 2008 e 2060, ontem divulgadas. O Ministério do Trabalho parece congratular-se, mas esta previsão pressupõe um saldo migratório anual três vezes superior ao esperado pelo Governo.

As projecções do Eurostat a quase 50 anos de distância traçam as principais tendências populacionais da Europa e dão um panorama das grandes linhas de evolução demográfica em todo o continente.

Mas partem de um conjunto de pressupostos para o crescimento populacional que poderão ser discutíveis. Como se pode ler na nota metodológica do documento distribuído, este é apenas um dos cenários possíveis e baseia-se na concepção de que os Estados membros irão convergir no longo prazo (até 2150) para uma matriz sócio-económico e demográfica comum.

Para Portugal, a projecção acaba por ser mais optimista quanto a um cenário de decréscimo próximo da população como era o traçado em 2006 pelo grupo de trabalho que esteve na base da construção dos cenários oficiais, para a análise de medidas para um equilíbrio financeiro da Segurança Social. Essa previsão justificou um conjunto de medidas de reforma que vieram, naquele ano, reforçar a sustentabilidade do sistema.

Uma nota do Ministério do Trabalho enviada ao PÚBLICO sublinha o aspecto de que a “população vai crescer mais do que se previa na anterior projecção” (mais 6,1 por cento contra uma quebra esperada de 4,5 por cento). Crescerá mesmo a um ritmo superior ao da média europeia. Enquanto o Eurostat estima uma inflexão da população apenas entre 2040 e 2050, o Governo português aceitou que a população diminuísse entre 2020 e 2030. Para o Eurostat, o estrato etário que contribuirá para essa expansão é, sobretudo, a parte de população em idade activa (entre os 15 e os 64 anos), o que trará efeitos na redução do índice de dependência de idosos. O ministério chama a atenção para o facto de se ter reduzido o peso dos idosos face ao cenário oficial, o que representará um ligeiro alívio para a Segurança Social.

Mas este cenário terá de ser visto com cautela. Por exemplo, o sociólogo e investigador Tiago Santos, do centro de investigação de ciências sociais e humanas Númena, estranha os valores para Portugal.

O rácio de dependência dos idosos mede o peso dos idosos na população em idade activa e, consequentemente, a relação entre a população que possa financiar o sistema e a parte da população que beneficia dos descontos. A melhoria é, contudo, apenas ligeira. Grosso modo, ambas as previsões estimam que, se em 2010 haverá cerca de quatro potenciais activos a financiar um idoso, em 2060 serão apenas dois (1,7 pessoas para o Governo e 1,9 pessoas para o Eurostat). Ou seja, uma quebra para metade.

2,3 milhões de migrantes

Em segundo lugar, a diferença entre os dois cenários parece estar, sobretudo, na previsão do Eurostat para um fluxo migratório mais poderoso do que o esperado pelo Governo. A discrepância entre o Eurostat e o grupo de trabalho oficial não é despicienda e deve-se aos pressupostos distintos de que partiram. O Eurostat considera que Portugal deveria esperar, no final do período de 2060, um saldo acumulado de cerca de 2,3 milhões de migrantes. Isto é, um saldo migratório positivo de 44 mil pessoas por ano, o que, face às estatísticas oficiais é, para Tiago Santos, “um número surpreendentemente grande”, mesmo tendo em atenção a migração ilegal.

Ora, o grupo de trabalho oficial foi, em 2006, mais comedido. O saldo migratório líquido seria de 36 mil pessoas em 2005, passando para 18,3 mil em 2010, de 16,6 mil em 2015 e, a partir desse ano, de 15 mil. Ou seja, caso se somasse esses saldos líquidos anuais atingir-se-ia um valor de 900 mil pessoas, cerca de 40 por cento do previsto pelo Eurostat.

De qualquer forma, a tendência de fundo é coincidente em ambos os cenários. Os efeitos de um envelhecimento da população portuguesa apenas poderão ser atenuados por uma migração mais significativa.

Como ler os números

O cenário é um dos possíveis. Pressupõe que a UE esbaterá as diferenças socioeconómicas e culturais. Fertilidade, mortalidade e fluxos migratórios estimaram-se com base numa trajectória de convergência. Ou seja, a esperança de vida é superior onde haja níveis actuais mais baixos. A migração convergirá para zero em 2150. O conceito é o do “saldo migratório acumulado”, que, segundo INE, “não pode ser ‘lido’ como o total de imigrantes” num dado momento. Traduz, sim, a diferença entre fluxos migratórios de entrada e saída no país, independentemente da nacionalidade dos migrantes.

Artigo publicado no Público
http://www.publico.pt

Emigração: Saídas atingem o dobro do valor obtido em 2006, 15/09/08

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Correio da Manhã, 15/09/08:

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=68DB8678-270F-4434-8A50-68AEABE2F1A4&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010

Emigração: Saídas atingem o dobro do valor obtido em 2006

Crise levou 27 mil a abandonarem o País

No último ano duplicou o número de residentes que abandonaram o País, face ao valor obtido em 2006. Foram 26 800 os que saíram, quando em 2006 tinham emigrado 12 700.

Os dados do organismo de estatística europeu (Eurostat) revelam que 2,5 em cada mil habitantes procura melhores condições de vida no estrangeiro.

A explosão da emigração, na ordem dos 111%, indicada pelo Eurostat, expressa a mesma tendência de crescimento dos dados de um outro organismo internacional, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). O relatório ‘Perspectivas sobre a Emigração’, publicado quarta-feira, indica um reforço da emigração portuguesa em cinco países da Europa (Espanha, Suíça, Luxemburgo, Holanda e Bélgica). A crise económica dita que os que saem escolhem países com um crescimento superior ao de Portugal e com escassez de mão-de-obra com alguma qualificação.

França, Reino Unido, Andorra e Angola são outros dos destinos de eleição da emigração portuguesa. Em Julho último, no país africano foi estimado em mais de 60 mil o número de portugueses. Em Maio de 2006, seriam 45 mil, segundo dados da Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas.

O reforço da emigração integra não só portugueses, mas também estrangeiros que optam por voltar aos países de origem.

MIGRAÇÃO COM MUDANÇA PROFUNDA

“Portugal conhece desde a década de 90 uma nova realidade marcada por importantes emigrações e imigrações”, defende Beatriz Rocha-Trindade. A autora de ‘Sociologia das Migrações’ explica que “ao mesmo tempo que chegam ao nosso país muitos imigrantes, também partem muitas pessoas”. Esta nova realidade, comum a outros países como o Reino Unido e a Alemanha, foi até à década de 90 pouco conhecida no nosso país, marcado nos anos 60 e 70 por uma elevada emigração. Nos anos 80 a emigração caiu para valores baixos e Portugal conhecia uma nova realidade, de país de imigrantes perante o progresso registado. A crise económica veio, contudo, a relançar a emigração. Segundo o Eurostat, no saldo entre os que partem e os que ficam, o País obteve um acréscimo de 19 500 pessoas, na sua maioria provenientes do Brasil, Cabo Verde e Leste da Europa.

63 MIL VIVEM EM PORTUGAL E TRABALHAM FORA

São 63 300 os residentes em Portugal que trabalham no estrangeiro, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística do final do segundo trimestre deste ano. Espanha é o principal destino destes trabalhadores, que vivem junto da fronteira ou que aos fins-de-semana regressam a Portugal depois de uma semana a trabalhar na construção civil, agricultura, pesca ou restauração e hotelaria. É o valor mais alto desde 1998. Em 2005, o total de residentes a trabalhar no estrangeiro era de 27 500. Registou–se então um acréscimo de 130% desde esse ano. Os trabalhadores fronteiriços ou sazonais são abrangidos pelo sistema de Segurança Social do país onde trabalham.

CINCO PAÍSES

ESPANHA À FRENTE

18 700 portugueses chegaram em 2006, revela a OCDE.

MAIS NA SUÍÇA

Numa tendência de subida, entraram 12 500 portugueses.

SUBIDA NO LUXEMBURGO

Maior comunidade estrangeira recebeu 3800 portugueses.

COMUNIDADE NA BÉLGICA

Mais 2 mil portugueses em 2006.

REGISTO NA HOLANDA

Foram viver para este país 1400 portugueses em 2006.

Comunidade imigrante condena responsabilização dos estrangeiros pela criminalidade, 15/09/08

Arquivado em: Portugal — migrepi @ 11:32 pm
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O Público (Lisboa), 15/09/08:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1342800&idCanal=62

Comunidade imigrante condena responsabilização dos estrangeiros pela criminalidade 

A comunidade imigrante condena a “forma sistemática e pouco rigorosa com que vem sendo imputado” aos estrangeiros o aumento da criminalidade no país e defende que esta explicação não se apoia nos estudos.

“Atribuir a criminalidade e o seu aumento aos imigrantes é um discurso simplista e a questão não se resolve tentando arranjar bodes expiatórios”, afirmou o presidente da Plataforma das Estruturas Representativas das Comunidades Imigrantes em Portugal (PERCIP), Paulo Mendes.

“É um discurso muito fácil de produzir e que pensam resolver o problema”, criticou Paulo Mendes, realçando que os imigrantes representam cerca de cinco por cento da população residente e dez por cento da população activa em Portugal.

Segundo a plataforma não existe nenhum dado que associe o aumento de criminalidade com a presença de imigrantes, já que os estudos concluem que os imigrantes apresentam uma menor propensão para a prática criminal do que os cidadãos nacionais.

O dirigente associativo Paulo Mendes, que também preside à Associação de Imigrantes dos Açores (AIPA), lamentou, ainda, que “basta um cidadão estrangeiro cometer um crime para logo se inferir que os imigrantes são os principais responsáveis pelo aumento da criminalidade”.

Paulo Mendes adiantou que a PERCIP vai enviar uma carta aos partidos políticos, Presidente da República, Primeiro-Ministro e Presidente da Assembleia da República para apelar “ao bom senso” na abordagem e apresentação de medidas integradas de combate à criminalidade.

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