MIGREPI

26 Agosto, 2009

ICE anuncia fim das cotas para prender imigrantes, em 26/08/09

 

ICE anuncia fim das cotas para prender imigrantes

26/08/09

http://www.comunidadenews.com/imigracao/ice-anuncia-fim-das-cotas-para-prender-imigrantes-5276

Imigrantes sem histórico criminal ou carta de deportação continuarão a ser presos.

O secretário assistente do Departamento de Segurança Interna (DHS), John Morton, anunciou em Los Angeles que o programa de cotas terminou. Isto pode significar o aumento da prisão de imigrantes indocumentados, tenham eles ou não carta de deportação.

O programa faz parte da operação fugitivos, programa do ICE que endureceu mais durante a administração de George W. Bush, e que gerou críticas dos defensores dos imigrantes. Para os ativistas, as pesadas táticas são injustas e acabam prendendo aqueles que não são alvo do ICE.

A mudança foi anunciada por Morton durante entrevista. Segundo ele, mais modificações estão previstas. O programa para prender fugitivos tem como objetivo a prisão de quem foi pego na fronteira e não compareceu à corte. Mas Morton explicou que a prioridade são os imigrantes criminosos.

No ano seguinte aos ataques de 11 de setembro era criado o ICE. A partir de 2003, grupos de agentes no país inteiro começaram a ir atrás de imigrantes criminosos, imigrantes com carta de deportação e também imigrantes que foram deportados mas que entraram de novo no país. Mesmo quem não tem carta de deportação mas está indocumentado no país vai estar na mira do ICE, conforme Morton.

Entre 1º de março de 2003 e 30 de abril de 2009, o grupo da operação fugitivos prendeu mais de 12.300 imigrantes em Los Angeles e nos condados em volta da cidade. Apartamentos e casas foram visitados pelo ICE. Os ativistas pró-imigrante criticaram a ação. Segundo eles, isto dividiria famílias e espalharia o medo, sem contar com as prisões de imigrantes que sequer tinham recorde criminal ou carta de deportação.

Programa caro
Segundo relatório publicado no início deste ano pelo Instituto de Política Imigratória (MPI, em inglês), 73% dos quase 97.000 imigrantes presos entre os anos de 2003 e 2008 não eram criminosos. A política do ICE era de que dois terços dos imigrantes presos deveriam ser de criminosos, mas em 2006, incluiu até não fugitivos na cota. No mesmo ano, de acordo com memorandos internos citados no relatório, o programa contra fugitivos deveria aumentar o número de imigrantes presos de 125 para 1.000.

Somente neste ano o programa contra fugitivos do ICE recebeu $226 milhões. Há seis anos, a quantia foi de $9 milhões. Quando o programa começou tinha 8 times para pegar fugitivos. Atualmente existem 104 no país inteiro.

Na opinião de Margot Mendelson, co-autora do relatório do MPI, o fim das cotas deixa os imigrantes que não tem carta de deportação nem histórico criminal mais vulneráveis. Por isso, ela gostaria de ver diretrizes escritas quanto a isto.

Outro problema que ronda os imigrantes é a falta de atendimento médico básico nas prisões. O ICE identificou recentemente 10 imigrantes mortos enquanto estavam sob a custódia da imigração. De outubro de 2003 para cá, 104 imigrantes morreram enquanto estavam detidos pelo ICE. A pedido de Morton, documentos e dados serão revistos para que estas mortes sejam monitoradas.

Segundo a União Americana das Liberdades Civis (ACLU), muitas destas mortes aconteceram por tratamento de saúde inadequado. A ACLU processou o ICE porque queria obter documentos relativos às mortes dos imigrantes detidos.

 

Férias de Obama à ilha em MA reacende debate imigratório, em 26/08/09

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Férias de Obama à ilha em MA reacende debate imigratório

26/08/09

http://www.comunidadenews.com/imigracao/ferias-de-obama-a-ilha-em-ma-reacende-debate-imigratorio-5277

Residentes de Martha’s Vineyard pedem uma solução para a presença de milhares de imigrantes indocumentados no local.

As férias de uma semana da família Obama na ilha de Martha’s Vineyard, em Massachusetts, poderia ter tudo para dar um ar mais descontraído ao local. Ao contrário, a tensão se instalou quando residentes demonstraram desejo de ver o presidente abordar o assunto imigração.

Milhares de imigrantes indocumentados vivem e trabalham no local, em funções que variam de lavadores de pratos a jardineiros. A maioria destes trabalhadores são brasileiros. O presidente americano quer mesmo descansar, e não estaria a par da presença de tantos imigrantes indocumentados na ilha.

Até mesmo o editorial do Martha’s Vineyard Times foi irônico, dizendo que não havia muito a cobrir a respeito das férias do presidente. Em outras palavras, o jornal chamou a atenção, de forma sarcástica, para o fato de que há uma conexão ‘especial’ entre os habitantes da ilha, leia-se imigrantes.

Esta reação nada mais é do que o reflexo de um grave acidente automobilístico ocorrido no ano passado, envolvendo um brasileiro sem carteira de motorista. Francellyo Dias bateu no carro da americana Brandy Gibson, de apenas 20 anos de idade. Com a morte dela os ânimos se acirraram dentro da comunidade, gerando comentários repugnantes nos jornais locais.

Opiniões divididas
Um leitor anônimo chegou a dizer que era hora dos brasileiros irem embora, e questionou se as próximas vítimas seriam crianças dentro de uma van. Por outro lado, o leitor Jon Parkinson contestou a velha afirmação de que os imigrantes indocumentados, incluídos os brasileiros, estariam tirando o emprego dos americanos.

Quando as investigações do acidente revelaram que a norte-americana Gibson dirigia a 82 milhas por hora, numa área onde a velocidade máxima permitida é de 35 milhas por hora, as reações negativas deram uma trégua. O brasileiro dirigia a 9 milhas por hora quando ocorreu a tragédia.

O editorial da Vineyard Gazette condenou os ataques aos brasileiros. “Não há dúvidas de que o Senhor Dias não deveria dirigir naquela noite. Mas não há lugar para o ódio espalhado contra os brasileiros nas duas últimas semanas”, disse o editorial.

Quando as férias presidenciais acabarem, Obama enfrentará uma lotada agenda em Washington, onde se debate a reforma da energia e da saúde. Enquanto isso, os cerca de 12 milhões de imigrantes indocumentados aguardam ansiosos pelo ano que vem, quando a reforma da imigração deve começar a dar os primeiros sinais.

19 Agosto, 2009

Coyote brasileiro preso na fronteira do Canadá pega cinco meses de prisão, em 19/08/09

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Coyote brasileiro preso na fronteira do Canadá pega cinco meses de prisão

19/08/09

http://www.comunidadenews.com/imigracao/coyote-brasileiro-preso-na-fronteira-do-canada-pega-cinco-meses-de-prisao-5253

Renato Soares de Almeida tentava entrar nos EUA com outros quatro brasileiros.

O brasileiro Renato Soares de Almeida, 25, foi sentenciado a cinco meses de prisão. Ele foi apanhado na fronteira com o Canadá, quando tentava trazer outros três brasileiros para os Estados Unidos, em 19 de março último. Depois de cumprir a pena, Renato será deportado.

Segundo o The Vancouver Sun, os brasileiros tentavam entrar pelo país através do estado de Washington. Eram 9pm quando ele tropeçou em um sensor, próximo ao Rio Sumas, o que alertou os agentes da patrulha fronteiriça. A busca resultou na prisão de três homens e uma mulher, todos brasileiros que tentavam ingressar ilegalmente nos EUA.

Em abril último, Renato assumiu a culpa no esquema. Segundo o acusado, ele próprio devia $5,000 a um coiote conhecido como “Caio”, por ter sido atravessado. Para pagar a dívida, estava trazendo os outros brasileiros, os quais tomariam um táxi para entrar no país.

Segundo os documentos da corte, Renato conheceu o coiote canadense “Douglas” em um bar na região leste do Canadá. Douglas, por sua vez, colocou-o em contato com outro coiote, “Caio”.

Para Caio atravessar Renato ele pediu inicialmente a quantia de $1,000, e propôs que o débito restante fosse pago com o dinheiro ganho na travessia de outras pessoas. Por cada um dos brasileiros, Renato ganharia $500. A quantia seria abatida da dívida que ele tinha com Caio.

Fugindo da pobreza
Renato confessou ao ICE (agência de imigração americana) que a ‘viagem’ de 19 de março era a última para pagar a dívida. Em outras palavras, ele já havia atravessado outras pessoas antes da prisão. Ainda segundo o acusado, ele trabalhou para Caio durante dois meses antes de ser preso, mas disse que não o conhece pessoalmente.

Ainda de acordo com os registros da corte, Renato levava uma vida difícil no Brasil. Ele nasceu quando a mãe tinha apenas 13 anos de idade. Para escapar da pobreza, veio para os EUA. Alternou a morada durante 4 anos entre a Terra das Oportunidades e o Canadá. Em ambos os países realizou trabalhos na construção civil.

Nos últimos tempos estava trabalhando para um homem chamado “George”, de Vancouver, o qual desapareceu e levou junto o dinheiro que devia aos funcionários brasileiros. Por causa disso, Renato decidiu, no início deste ano, aceitar uma proposta de emprego no estado de Connecticut. Conheceu “Douglas” nesta época.

Falando através do advogado, o acusado disse que pretende se tornar um agricultor no Brasil.
Os asiáticos e sul-americanos são os que mais fazem travessias entre a província canadense de British Columbia e o estado de Washington. Segundo o website de Imigração e Cidadania do Canadá, os brasileiros que quiserem entrar no país precisam solicitar um visto de turista.

 

Da redação

Economia seria beneficiada por legalização de imigrantes, aponta estudo, em 19/08/09

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Economia seria beneficiada por legalização de imigrantes, aponta estudo

19/08/09

http://www.comunidadenews.com/imigracao/economia-seria-beneficiada-por-legalizacao-de-imigrantes-aponta-estudo-5254

Programa de trabalhadores temporários poderia ter um impacto de 1.27% no PIB do país.

A legalização de aproximadamente 8,3 milhões de trabalhadores estrangeiros ilegais nos Estados Unidos teria como consequência um aumento de 1,27% da produtividade – e do PIB – do país, aponta um relatório divulgado nesta quinta-feira pelo instituto Cato.

“O impacto positivo para as famílias americanas da legalização, acompanhada de um visto, seria de 1,27% do PIB, o que equivale a 180 bilhões de dólares”, afirma o estudo.

O relatório apresenta o impacto de seis cenários de diferentes políticas migratórias.

Na primeira hipótese, que prevê o endurecimento dos controles na fronteira, sem outras medidas adicionais, o mercado de trabalho registraria uma diminuição de ilegais de 28,6% em 2019.

“Isso reduziria a qualidade de vida das famílias americanas em 0,55% do PIB, ou 80 bilhões de dólares na economia atual”, indica o texto.
No segundo cenário, no qual o governo perseguiria os trabalhadores clandestinos no interior do país, o impacto seria de 0,45% do PIB por causa dos gastos adicionais para as empresas em termos de burocracia e custos legais, entre outros.

Um amplo programa de concessão de vistos de trabalho temporário (cenário 3), sem abordar a legalização dos que já estão dentro do país, aumentaria o PIB em 0,57%.

Já um programa de trabalho temporário para estrangeiros que provocasse a substituição de funcionários americanos teria um impacto na economia semelhante ao do cenário anterior, da ordem de 0,56% de aumento do PIB.

O estudo constata que os ilegais apresentam baixa produtividade, mas atribui este fato basicamente à “falta de confiança”, ou seja à crença na “possibilidade de que possam desaparecer de repente”.

No cenário 5, no qual os ilegais passam gradualmente a se integrar em um programa de trabalhadores estrangeiros temporários, sua produtividade aumentaria 14,3%. O impacto no PIB seria de 1,19%.
Se o governo, no entanto, decidir cobrar um imposto do programa de trabalhadores temporários da ordem de 31% individualmente (caso 6), o impacto benéfico se reduziria para 1,15% do PIB.

Se o imposto fosse de apenas 14%, mantendo o resto das vantagens para empregadores e trabalhadores, o lucro seria de 1,27%, ou 180 bilhões de dólares.

O presidente americano, Barack Obama, já pediu publicamente a líderes do Congresso que preparem propostas para uma reforma migratória, que pode ser debatida já no próximo ano.

Especialistas desvinculam imigração e desemprego nos EUA, em 19/08/09

 

Especialistas desvinculam imigração e desemprego nos EUA

19/08/09

http://www.brazilianvoice.com/bv_noticias/bv_imigracao/25210-Especialistas-desvinculam-imigrao-desemprego-nos-EUA.html

Leonardo Ferreira

Foi divulgada na última segunda-feira (17) a terceira e última parte do relatório “Untying the Knot” pelo IPC

Na última segunda-feira (17), o grupo Immigration Policy Center – IPC divulgou a terceira e última parte do relatório “Untying the Knot” (Desfazendo o nó), que visa esclarecer o freqüente dilema no que diz respeito à relação imigração e desemprego. O resultado final, feito por Rob Paral e Associados, revela que desempregados nativos e imigrantes recentemente empregados não podem ser simplesmente “confundidos” uns com os outros, uma vez que eles tendem a ter diferentes níveis de educação, vivem em diferentes partes do país e ocupações e níveis de experiências profissionais diferentes. O relatório também indica que os imigrantes tendem a ocupar posições onde existe falta de trabalhadores nativos. Em outras palavras, remover imigrantes não levaria automaticamente à criação de mais empregos aos nativos.

Os dois relatórios prévios do “Untying the Knot” examinaram dados do Census Bureau e descobriram que não há relação aparente entre o número de imigrantes recentes em um determinado lugar e a taxa de desemprego entre os nativos brancos, negros, latinos ou asiáticos. Mesmo agora, no período de recessão econômica e alto desemprego, não existe correlação entre o número de imigrantes recentes em um determinado estado, condado ou cidade e a taxa de desemprego entre os trabalhadores nativos.

“Com a divulgação do último relatório “Untying the Knot”, os legisladores possuem agora uma quantidade mais ampla de informações que os ajudará a distinguir fatos de ficção, quando forem discutir política migratória”, disse Mary Giovagnoli, diretora do Immigration Policy Center.

“Este terceiro relatório estabelece que não existem correlações simples entre as taxas de desemprego e a presença de trabalhadores imigrantes numa determinada comunidade. O relatório desafia a visão de que todos os nativos e imigrantes estão misturados ou competem pelo mesmo trabalho ao invés de mostrar que os trabalhadores estrangeiros, na maioria das vezes, tendem a complementar a mão-de-obra nativa dentro de um mercado de trabalho específico”, acrescentou.

Americano que deixava garrafas com água na fronteira dos EUA com o México é condenado, em 19/08/09

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Americano que deixava garrafas com água na fronteira dos EUA com o México é condenado

19/08/09

http://www.comunidadenews.com/imigracao/americano-que-deixava-garrafas-com-agua-na-fronteira-dos-eua-com-o-mexico-e-condenado-5259

Walt Staton, da organização No More Deaths, deixava galões de água por onde os imigrantes passavam na fronteira.

A Justiça do Arizona, nos Estados Unidos, condenou um ativista de direitos humanos que deixava galões de garrafas plásticas de água na fronteira com o México para prestar assistência a imigrantes entrando no país ilegalmente.

Walt Staton, da organização No More Deaths (Sem mais mortes, em tradução livre), foi condenado por poluir a reserva nacional de Buenos Aires, perto de Tucson, no sudoeste do país.

Ele terá de cumprir pena de um ano em liberdade condicional, durante o qual deve completar 300 horas de trabalho comunitário recolhendo lixo.
A sentença, entretanto, reflete pouco do acirramento de ânimos que o caso gerou, para além da questão ambiental.

Os procuradores federais haviam pedido que o ativista fosse multado em US$ 5 mil e condenado à prisão em liberdade condicional de cinco anos. Na peça de acusação, eles notaram que o grupo escrevia, em espanhol, as palavras “Buena suerte”.

“A conclusão óbvia é que o réu e o grupo No More Deaths querem ajudar imigrantes ilegais em sua tentativa de entrada”, disseram. “Suas ações não foram uma questão de esforço humanitário, mas de protestar contra as políticas migratórias dos Estados Unidos.”

Para os acusadores, Staton “acidentalmente deixou água para imigrantes ilegais, narcotraficantes e criminosos perigosos”.

‘Politização’
Staton, por sua vez, se recusou a pagar a multa de US$ 175 e insistiu no julgamento, que custou cerca de US$ 50 mil e gerou um grande debate público.

Durante o processo, outras organizações escreveram à Justiça em defesa de Staton, afirmando que é a política americana – e não as garrafas de plástico – a maior ameaça ao meio-ambiente ao longo da fronteira EUA-México.

O advogado de defesa do ativista, Bill Walker, disse que o episódio ilustrou uma suposta perseguição política contra aqueles a favor de uma política migratória mais branda, e anunciou que apelará da decisão.

“Estamos apelando porque não achamos que Walt cometeu nenhum crime ao deixar garrafas de água fresca e limpa para salvar vidas humanas na reserva”, disse o advogado à afiliada local da rede de TV NBC.

Staton é o segundo membro da ONG No More Deaths a ser processado por poluir a reserva. O primeiro havia sido condenado e foi colocado em liberdade condicional. No mês passado, 13 ativistas da ONG foram multados pela mesma razão.

A organização diz que deixa as garrafas de plástico na reserva, mas depois as recolhe.

Dentro da lei
O gerente da reserva Buenos Aires, Mike Hawkes, disse esperar que a sentença leve a No More Deaths a buscar uma maneira de realizar seu trabalho humanitário sem prejudicar o meio-ambiente.

Segundo ele, outras ONGs realizam o mesmo tipo de trabalho de maneira sustentável. “Apoiamos e entendemos o trabalho humanitário, e simpatizamos com ele. Mas eles têm de fazê-lo dentro da lei”, afirmou Hawkes, também à NBC local.

Após receber a sentença, Staton foi aplaudido por um grupo de cerca de 30 pessoas, segundo a ONG, que o esperavam com cartazes dizendo “Água é vida, não lixo”.

O voluntário, que começou a trabalhar para a ONG em 2004 recolhendo garrafas plásticas vazias da reserva Buenos Aires, disse que ficou contente com a pena de trabalho comunitário infligida a ele, e que não se arrepende do que fez.

“Sou orgulhoso do trabalho que a No More Deaths está fazendo e que eu fiz. Com prazer vou lá recolher o lixo.”

Da redação

13 Agosto, 2009

“Mereço a anistia”, diz imigrante ilegal brasileira nos EUA, em 13/08/09

Arquivado em: Brasil - Imigração, Estados Unidos — migrepi @ 5:30 pm
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“Mereço a anistia”, diz imigrante ilegal brasileira nos EUA

13/08/09

http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3920916-EI8141,00-Mereco+a+anistia+diz+imigrante+ilegal+brasileira+nos+EUA.html

Ligia Hougland

Direto de Washington

Juliana D., 32 anos, vive nos Estados Unidos como imigrante ilegal há mais de cinco anos. Em maio de 2004, ela saiu de São José dos Campos, em São Paulo, para ir visitar uma amiga que estava estudando inglês em Nova York. Apaixonou-se pela vida nova-iorquina e resolveu ficar, mesmo sabendo que, para isso, seria preciso enfrentar os desafios que envolvem viver na clandestinidade. Juliana conta ao Terra como é a realidade de um residente não legalizado nos EUA.

Como é o dia a dia de um imigrante ilegal? Você tem medo de ser pega?
Há sempre um pouco de medo. Por exemplo, quando me falaram que você queria me entrevistar, a primeira coisa que perguntei era se você não trabalhava para a imigração. Mas, de modo em geral, é tranquilo. O serviço de imigração nunca faz inspeção nos locais de trabalho.

É fácil conseguir emprego sem ter documentação?
Nunca tive dificuldade em conseguir um emprego. Não pedem nada de documento. Trabalho em um restaurante e também como professora de ginástica ocupacional. Não tenho número de Social Security (Previdência Social dos EUA), mas sempre paguei impostos com minha Tax Payer ID (identidade de contribuinte fiscal).

Qual é a parte mais difícil da vida nos Estados Unidos?
O sistema de saúde é muito ruim. Não tenho seguro. Ir ao médico custa caro e demora bastante para conseguir fazer uma consulta.

Qual é a melhor parte da vida nos Estados Unidos?
A segurança. Posso passear de bicicleta. Levar meu laptop a qualquer lugar, sem medo de ser assaltada. Também gosto que há muitas opções em termos de cultura, shows e museus. E muitas dessas atracões são de graça.

Quais são as suas perspectivas ao médio prazo? Tentar legalização? Voltar para o Brasil?
Quero me casar com um cidadão americano. É a maneira mais rápida de se legalizar. Adoro Nova York e amo viver aqui. Mas gostaria de poder visitar o Brasil umas duas vezes por ano.

Existe algum comércio no sentido de casamentos arranjados para obter cidadania americana?
Sim, existem alguns escritórios que oferecem este tipo de serviço. Mas a maioria das pessoas combina com alguém que já conhece. Eu já estava com quase tudo certo para casar com um conhecido que é cidadão americano. Ele me cobraria US$ 10 mil. Já tinha pago US$ 2 mil a ele. No final, a namorada dele ficou com ciúmes e não rolou. Geralmente estes tipos de casamento custam entre US$ 10 mil e US$ 15 mil.

Barack Obama disse que a reforma da imigração não vai acontecer até 2010. Você ficou decepcionada ao saber disso?
Eu estava torcendo para o Obama ser eleito. Tinha muita esperança que ele fosse oferecer uma anistia igual à oferecida em 1986. Mas entendo que ele tem muito pepino para resolver antes de cuidar disso. Acho que mereço receber anistia. Pago impostos, trabalho, respeito a lei.

O que você acha dos americanos que são contra a legalização dos residentes ilegais, pois acham que a economia está ruim e o mercado de trabalho está difícil mesmo para os cidadãos dos Estados Unidos?
Ainda tem emprego para todo mundo. E a gente os imigrantes ilegais só ajuda a economia americana. Custamos barato e somos consumistas.

Depois de cinco anos vivendo nos EUA e sem pisar no Brasil, você se sente agora mais americana do que brasileira?
Não me sinto americana nem brasileira. Sinto que sou uma nova-iorquina.

EUA: em busca de perfil qualificado, imigração legal cresce, em 13/08/09

Arquivado em: Estados Unidos — migrepi @ 5:24 pm
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EUA: em busca de perfil qualificado, imigração legal cresce

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Daniela Fetzner

Direto de Porto Alegre

O governo americano publica anualmente, desde o final do século XIX, relatórios estatísticos sobre a imigração nos Estados Unidos. A evolução desses dados ao longo dos anos permite identificar desde circunstâncias econômicas e políticas mais abrangentes – como guerras e crises financeiras – até as mais específicas, como alterações na legislação do país.

As décadas de 1930 e 1940, por exemplo, registraram uma queda brusca no número de novos residentes admitidos no país. Entre 1920 e 1929, os EUA receberam um total de 4.295.510 imigrantes legais. Na década seguinte, esse número caiu para 699.375.

Esta queda ilustra não apenas o impacto da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial, mas também o de novas medidas anti-imigração adotadas pelo governo americano, diz Arthur Lima de Avila, mestre em História dos EUA. A Lei Johnson-Reed de Imigração, de 1924, criou cotas por nacionalidade para restringir a admissão de residentes estrangeiros, em um cálculo que passou a impedir a entrada de imigrantes asiáticos – uma ofensiva que havia começado em 1882, com o Ato de Exclusão Chinesa.

Crise econômica e filtros raciais
As restrições à imigração nessa época eram um fenômeno mundial motivado pela grave crise econômica e pelo índice extremamente elevado de desemprego, explica Avila. “O imigrante sempre foi visto como um concorrente”, diz o historiador, “mas nesse momento deixou de ser absorvido pelo mercado”.

As cotas por nacionalidade, no entanto, ilustram o início de uma espécie de seleção étnica acompanhada de um aumento significativo no número de deportações. De acordo com Avila, além dos asiáticos, que respondiam então pela maior fatia de imigração, os Estados Unidos passaram a evitar a admissão de europeus considerados “de segunda linha” – como italianos, russos e eslavos pouco qualificados – e mexicanos – que deixaram de ser considerados “brancos” nos documentos oficiais e passaram para a categoria de “latinos”, evidenciando a distinção racial.

As restrições impostas pelo Ato de 1924 foram amenizadas por reformas posteriores na legislação, incluindo a anulação do Ato de Exclusão Chinesa em 1943, e os dados divulgados pelo governo americano apontam uma tendência de crescimento no fluxo anual de imigrantes legais desde a Segunda Guerra Mundial.

Relação ambígua
“Os Estados Unidos são um país de imigrantes, mas sempre tiveram uma relação muito ambígua com a imigração”, analisa Arthur Lima de Avila. Os mexicanos, por exemplo, responderam por 69% dos imigrantes ilegais deportados dos EUA em 2008, segundo o relatório anual do governo. Ainda assim, diz Avila, o governo faz “vista grossa” para muitos mexicanos ilegais que têm um papel importante como mão-de-obra não-especializada em muitos estados americanos. “Eles são indesejáveis, mas essenciais”, complementa.

Hoje, no entanto, a imigração legal nos Estados Unidos é mais diversificada, e o governo dá preferência a estrangeiros altamente qualificados que possam dar uma contribuição mais “produtiva” ao país. O setor de tecnologia e o meio acadêmico são exemplos de áreas que absorvem esse novo tipo de imigrante desejável.

Novo crescimento
Nos últimos oito anos, a média anual de vistos de residência permanente concedidos a estrangeiros é superior a um milhão – quatro vezes mais do que os 250 mil vistos expedidos na década de 1950.

O relatório do governo americano indica, por exemplo, que o salto no número de imigrantes legais em torno de 1990 reflete a legalização de 2,7 milhões de imigrantes ilegais, com base na reforma da legislação em 1986.

Para Avila, mesmo com uma nova reforma, essa tendência não deve sofrer grandes alterações, pois o Partido Democrata tem um histórico “relativamente liberal e realista” em relação às políticas de imigração.

Adiamento de reforma imigratória dos EUA frustra ativistas, em 13/08/09

 Adiamento de reforma imigratória dos EUA frustra ativistas

13/08/2009

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Ligia Hougland

Direto de Washington

Quando o presidente americano, Barack Obama, declarou, na semana passada, que o projeto de reforma da imigração não será encaminhado para discussão no Congresso até 2010, ele surpreendeu os dois lados que atuam como ativistas na questão imigratória: republicanos da linha mais conservadora e imigrantes ilegais que vivem no país.

Em 2008, durante a campanha presidencial, Obama afirmou firmemente, e dezenas de vezes, que lidar com o problema dos mais de 10 milhões de estrangeiros em situação irregular nos Estados Unidos e reforçar as fronteiras do país estariam no topo da sua lista de prioridades, assim que fosse eleito. No entanto, até agora nada foi feito a este respeito. “Tenho muitos problemas nas mãos”, justificou Obama, na segunda-feira, durante a Cúpula dos Líderes da América do Norte, no México.

A reforma migratória é motivo de grande controvérsia. No momento, o projeto proposto e liderado pelo senador democrata de Nova York, Charles Schumer, que preside o Subcomitê de Imigração do Senado dos EUA, pretende definir que, acima de tudo, a imigração ilegal não deve ser recompensada com a concessão de benefícios e regulamentação a estrangeiros ilegais que não se registrem dentro de um curto prazo que será estipulado. Os negócios que empregarem funcionários sem autorização para trabalho serão punidos com multas pesadas. Além disso, as fronteiras terão de ser severamente controladas por meio de nova tecnologia, infraestrutura e mais pessoal.

Legalização x expulsão
Grupos conservadores, como o FAIR (Federation American Immigration Reform) não disfarçam que querem ver os estrangeiros em situação ilegal fora do país. “Estamos convencidos de que a anistia somente servirá para ampliar a magnitude do problema. Não tem motivo para recompensar quem infringiu a lei”, afirma Jack Martin, diretor de projetos especiais da FAIR. Esta entidade tem como primeiro princípio que “qualquer nível de imigração ilegal é inaceitável”.

O governo americano é vago quanto à sua posição sobre o assunto, mas a maioria dos defensores dos direitos para imigrantes ilegais acreditam que Obama está do seu lado e vai garantir a legalização dos estrangeiros que já trabalham no país há pelo menos cinco anos. Emma Lozano, fundadora do Centro Sin Fronteras, sediado em Chicago, apoiou a candidatura de Obama e, agora, quer ver resultados concretos e imediatos. “Se Obama não agir logo, precisamos ser mais agressivos”, diz ela.

A Brookings Institution, instituição sediada em Washington, acredita que o governo está definindo uma agenda realista. “O presidente parece comprometido com um programa de legalização dos imigrantes para que estes possam obter uma autorização de trabalho. Mas, sem dúvida, isso é uma das partes mais controversas da proposta, especialmente devido à recessão”, fala Audrey Singer, especialista em assuntos de imigração da Brookings Institution. Muitos especialistas argumentam que este é o momento ideal para um programa de legalização, pois com a economia enfraquecida, a população ilegal está diminuindo.

“Em 1986, cerca de três milhões de imigrantes ilegais receberam anistia com a promessa do governo de implementar, a partir de então, medidas para por um fim na entrada de estrangeiros ilegais no país. As medidas foram ineficazes, e a anistia resultou no aumento do fluxo de imigrantes ilegais. Agora temos de dar empregos para os cidadãos americanos”, fala Ira Mehlman, representante da organização FAIR.

Segundo um novo relatório do Centro para Estudos sobre Imigração (CIS, sigla em inglês), uma organização independente, o número de imigrantes ilegais caiu de 12,5 milhões, em 2007, para 10,8 milhões, no primeiro trimestre de 2009. O relatório também indica que, nos últimos dois anos, o número de imigrantes ilegais diminuiu cerca de um terço em comparação com o que foi observado no início desta década.

O fim de um sonho
Daniel G., é argentino e chegou em Nova York a procura de trabalho, mas com visto de turista, no ápice da crise econômica na Argentina, em 2001. Agora, ele diz que pretende voltar ao seu país natal. Nos últimos oito anos, Daniel trabalhou no setor de construção, como florista e garçom. Agora ele está cansado da vida de trabalhador ilegal. “Se houvesse uma reforma que legalizasse quem trabalha e paga impostos há mais de cinco anos, eu ficaria nos Estados Unidos. Mas não acredito em políticos”, fala ele, desiludido.

“Temos de reconhecer a função dos residentes ilegais na economia e no mercado de trabalho dos Estados Unidos e enviar a mensagem de que somos uma sociedade humana. Mas esta é uma mensagem difícil de ser dada durante tempos econômicos desfavoráveis”, contemporiza Singer.

Na semana passada, Obama brincou que um motivo para a oposição ter interesse em barrar a legalização dos imigrantes em situação irregular é por que “há muitos membros do Partido Republicano que acreditam que sou um imigrante ilegal.”

Alguns opositores do presidente democrata divulgam o mito de que Obama, filho de pai cidadão do Quênia e mãe cidadã americana, teria nascido no país paterno e, portanto, não estaria qualificado à presidência, segundo a legislação dos EUA.

Imigrantes iraquianos vivem realidade cruel nos EUA, em 13/08/09

Arquivado em: Estados Unidos — migrepi @ 4:49 pm

Imigrantes iraquianos vivem realidade cruel nos EUA

13/08/09

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=9&id_noticia=113551

A maioria dos iraquianos que emigraram para os Estados Unidos com a intenção de melhorar suas vidas estão descobrindo a crueldade de um sistema que os deixa desamparados, destacou nesta quinta-feira o jornal americano The New York Times.

Um relatório do comitê de Resgate Internacional citado pelo diário assinala que os imigrantes da nação árabe enfrentam problema de adaptação maiores que os provenientes de outras regiões do mundo.

Os iraquianos radicados em cidades como Nova York são incapazes de encontrar trabalho, esgotaram os benefícios que receberam do governo em algum momento e se movem em uma espiral rumo à pobreza e ao desamparo, diz o jornal.

Segundo advogados de imigração entrevistados pelo New York Times, muitos dos que foram classificados como refugiados contam com uma boa educação, mas supervalorizaram suas opções de vida nos Estados Unidos e já começam a perceber seus erros de cálculo.

A maioria sofre de danos físicos e psicológicos, produzidos pela guerra. Desconhecem a língua inglesa ou não conseguem validar seus diplomas no mercado de trabalho americano, o que faz com que seja muito difícil encontrar trabalho.

“Minha vida é miserável”, comentou Dunya al-Juboori, ex-proprietária de um salão de cabeleireiros em Bagdá que se estabeleceu em Nova Jersey a partir de 2007 e agora trabalha em troca de um salário mínimo pelas manhãs, enquanto estuda à tarde.

De acordo com o jornal, mais de 30 mil iraquianos solicitaram refúgio ou chegaram nos Estados Unidos com vistos especiais por trabalharem para o Pentágono, e cerca de 1.500 obtiveram asilo depois da invasão de seu país em março de 2003.

A maioria chegou nos últimos dois anos e, embora se dispersem por vários núcleos urbanos americanos, as maiores concentrações estão nas cidades de San Diego, Phoenix, Houston e Dearborn.

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