MIGREPI

26 Agosto, 2009

Brasileiros são presos com passaportes falsos na Espanha, em 26/08/09

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Brasileiros são presos com passaportes falsos na Espanha

26/08/09

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3941776-EI5030,00.html

A polícia espanhola prendeu, na última quinta-feira, 23 brasileiros acusados de portarem falsos passaportes portugueses. Os suspeitos foram presos em diversas localidades da região da Catalunha, no nordeste do País, trabalhando em empresas de construção locais. As informações são do jornal El País.

A polícia espanhola passou a investigar o grupo depois que uma funcionária do governo detectou dois registros de imigrantes com o mesmo número de passaporte, um português e um brasileiro, e alertou a polícia. Após várias semanas de investigações, os operários foram detidos na última quinta-feira por agentes da imigração espanhola.

Os operários são acusados de falsificação de documento e infração da lei de imigração.

Segundo o jornal espanhol, a maioria deles entrou na Espanha como turista e comprou os passaportes portugueses a fim de conseguirem serem contratados como cidadãos da União Européia.

Redação Terra

11 Agosto, 2009

Fátima: Maior problema da comunidade imigrante brasileira é a imagem que lhe está associada – Obra Católica de Migrações, em 11/08/09

Fátima: Maior problema da comunidade imigrante brasileira é a imagem que lhe está associada – Obra Católica de Migrações

11/08/09

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/530303

Fátima, Leiria, 11 Ago (Lusa) — O director da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM), frei Francisco Sales, disse à Agência Lusa que o maior problema da comunidade brasileira residente no país é a imagem que lhe está associada.

“Criaram-se estereótipos na sociedade portuguesa à volta dessa comunidade que a ligam à criminalidade e prostituição”, declarou Francisco Sales à margem da 37.ª Semana Nacional das Migrações, uma iniciativa da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana e da OCPM.

Aludindo ao assalto a uma agência do BES, em Lisboa, em Agosto do ano passado, feito por dois cidadãos brasileiros, um dos quais acabou por morrer, e apontando Portugal como um país na rota do tráfico de seres humanos para a prostituição, que está associada à mulher brasileira, o responsável defendeu a necessidade de “trabalhar bastante para recuperar a imagem do imigrante brasileiro”.

“A maioria é gente boa. Não podemos deixar cair na generalidade uma comunidade inteira porque algumas pessoas cometeram actos marginais”, realçou, considerando, ainda, que, por causa desses estereótipos, muitos imigrantes “têm dificuldades em encontrar alojamento” e até “dificuldades em instituições sociais e públicas”.

Criticando a comunicação social pelo trabalho que chamou de “exploração” do assalto à dependência bancária e por “identificar actos criminais com determinada nacionalidade”, o director da OCPM sustentou que esta situação “cria medo e dificulta a integração, acolhimento e abertura aos imigrantes”.

Francisco Sales apontou ainda “a crise, que origina desemprego” como outro problema com que se debatem os brasileiros que vivem em Portugal.

“Por causa da crise económica, o imigrante é visto como alguém que vem ocupar um posto de trabalho que poderia ser para um autóctone”, exemplificou, alargando este problema à restante comunidade imigrante residente no país, onde incluiu os que se encontram em situação ilegal.

“Temos muitos milhares de imigrantes ilegais que não deixam de ser pessoas com direitos”, alertou o responsável, reconhecendo que, embora, a sociedade portuguesa tenha registado uma evolução positiva em matéria de integração de imigrantes, registam-se casos de xenofobia.

“São poucos, mas não deixam de acontecer”, observou, acrescentando que “no geral [o imigrante] não é tratado da mesma forma”, independentemente da nacionalidade.

A 37.ª Semana Nacional das Migrações, que começou dia 09 e termina a 16, tem este ano como tema “Viver o amor fraterno sem distinções nem discriminações”.

Um dos momentos mais aguardados desta semana é a Peregrinação do Migrante e do Refugiado ao Santuário de Fátima, quarta e quinta-feira, coincidente com a peregrinação internacional, que este ano destaca a comunidade imigrante brasileira no país.

Segundo o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a 31 de Dezembro de 2008, os brasileiros representavam 24 por cento da comunidade estrangeira residente em Portugal, com 106 961 cidadãos.

SYR.

Lusa/fim

22 Março, 2009

Mulher diz que brasileiro condenado à prisão perpétua nos EUA é vítima de armação, em 21/03/2009

Mulher diz que brasileiro condenado à prisão perpétua nos EUA é vítima de armação

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u538486.shtml

MARINA LANG
colaboração para a Folha Online

Mary Aparecida de Souza Oliveira, 49, mora em Borborema (384 km de São Paulo), trabalha como cabeleireira, garçonete em pizzaria e comerciante. Tem dois filhos cujos estudos, em medicina e odontologia, foram interrompidos. Seu marido, Alaor do Carmo Oliveira Júnior, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos.

Oliveira Júnior, 55, foi acusado pelo Departamento de Imigração dos EUA por sequestro e tráfico humano. Sua mulher, no entanto, defende a inocência do marido. “Ele foi acusado injustamente. Foi uma armação de brasileiros que já haviam tentado entrar nos EUA quatro vezes, sem sucesso. Se eu fosse mulher de traficante humano, não precisaria trabalhar”, afirma a cabeleireira.

A brasileira cita os nomes de Ana Paula Morgado (que, depois da acusação sobre Oliveira Júnior, obteve o Green Pass, visto de residência definitiva, por ser vítima de crime em território norte-americano) e Monica Alino (que teria sido deportada e voltou ao Brasil) como supostamente responsáveis pela armação.

Segundo Mary, seu marido prestava serviços a uma empresa de transportes denominada Yellow Green, cujo proprietário seria Reynaldo Eid, 49, o outro condenado à prisão perpétua. Em novembro de 2005, Ana Paula e Mônica teriam procurado o serviço de transporte para cruzar a fronteira, sob alegação de que ficariam no país até o dia 12 de dezembro.

Elas teriam ficado alguns dias em um hotel aguardando seus maridos, para efetuar o pagamento do transporte. “Como uma vítima de sequestro fica em um quarto diferente no hotel?”, questiona Mary. “Meu marido levou a criança [o filho de 5 anos de Ana Paula] para cortar o cabelo, para comer, porque estavam sem dinheiro.”

Mary diz ainda que o marido foi vítima de uma “máfia americana”. “Eles acusaram dois brasileiros, sumiram com provas, e as supostas vítimas não testemunharam no julgamento. Brasileiro é tratado como lixo”, lamenta a cabeleireira.

De acordo com ela, os defensores públicos dos brasileiros estão recorrendo à Suprema Corte dos EUA para anular a condenação. “O cônsul brasileiro também está acompanhando o caso, indignado com a situação, e informando o Itamaraty”, afirma. Ela disse que procurou o Itamaraty no momento em que o marido foi preso, há três anos. “Mas não deram bola.”

A Folha Online tentou entrar em contato com o Consulado Geral do Brasil em Los Angeles e com o Itamaraty durante este sábado (21), mas ninguém foi encontrado para falar sobre o caso.

Oliveira Júnior residia há nove anos nos EUA e tinha se mudado, segundo sua mulher, para arcar com os gastos das faculdades dos filhos, que abandonaram os estudos depois da prisão.

“Estou em estado de choque. O que posso fazer?”, diz ela. “Meu pedido [às autoridades brasileiras] é o seguinte: o brasileiro é abandonado nesses lugares. Deveriam ter dado mais credibilidade ao caso quando os procurei. Agora tem essa bomba. Queria que reconhecessem o erro e fossem atrás para ver o que está acontecendo.”

Dois brasileiros acusados de sequestro são condenados à prisão perpétua nos EUA, em 21/03/09

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21/03/2009

Dois brasileiros acusados de sequestro são condenados à prisão perpétua nos EUA

 http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u538370.shtml

da Folha Online

Atualizado às 12h41.

Dois brasileiros acusados de facilitarem a entrada de imigrantes ilegais nos Estados Unidos foram condenados, no início do mês de março, à prisão perpétua por sequestrar uma brasileira e seu filho de cinco anos.

Reynaldo Eid, 49, que mora em Nova York, e Alaor do Carmo Oliveira Júnior, 55, que vive em Danbury, Connecticut, foram sentenciados culpados pela Corte Suprema há um ano, e somente no último dia 6 receberam a pena de prisão perpétua.

“A sentença envia uma mensagem clara sobre as consequências para aqueles que mantêm atividades ilegais de tráfico humano, por facilitar a entrada de imigrantes atravessando a fronteira. É uma atividade que põe a vida das pessoas em perigo, e cujo único objetivo é o lucro”, afirmou Robert Schoch, agente especial do Departamento de Imigração dos EUA em Los Angeles.

O promotores do Condado de Orange informaram que uma paulistana e seu filho foram levados ilegalmente aos Estados Unidos, em 2005, do México até a Flórida. Lá, eles deveriam encontrar o marido da brasileira. Os dois foram passados de um “coiote” a outro até que chegaram a Eid e Oliveira, em um posto de gasolina em Costa Mesa.

A dupla chamou então o marido da brasileira e exigiu dele mais dinheiro –além dos US$ 14 mil que ela já tinha pago para entrar no país ilegalmente. Eles ameaçaram ainda, segundo o jornal “Orange County Register”, levar a mulher e a criança para Nova York para trabalhar até que pagassem a dívida.

O marido ligou para uma amiga no Condado de Orange e pediu que ela fosse ao motel onde eles estavam para tentar ajudá-los a fugir, e também ligou para a polícia, afirmou o procurador geral Andre Manssourian. Os policiais encontraram Eid e Oliveira tentando fugir com a mãe e a criança.

Com agência Associated Press

28 Novembro, 2008

Imprensa portuguesa liga imigrantes brasileiros à criminalidade, diz estudo; 26/11/08

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BBC Brasil – 26/11/08

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081126_brasileiros_midia_jr_cq.shtml

Imprensa portuguesa liga imigrantes brasileiros à criminalidade, diz estudo  
A imprensa portuguesa apresenta os imigrantes brasileiros como ligados à criminalidade. Esta é a avaliação de Isabel Ferin, pesquisadora responsável pelo estudo Mídia, Imigração e Minorias Étnicas, cuja edição relativa a 2007 será publicada no final deste mês.

No estudo, realizado anualmente desde 2004 por encomenda do Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural de Portugal, são analisadas as notícias relacionadas com a imigração publicadas ao longo do ano em seis jornais de circulação nacional e em canais de televisão. As reportagens são divididas por temas e nacionalidades.

Segundo a pesquisadora, há uma ligação entre as citações de brasileiros e as matérias sobre criminalidade, o que se reflete na imagem dos brasileiros na imprensa portuguesa.

“Infelizmente, a imagem dos brasileiros está relacionada aos crimes. Em relação ao sexo masculino, a imagem é do assaltante, enquanto a das mulheres é ligada à prostituição, algumas vezes como criminosas e outras como vítimas, mas sempre ligada à transgressão social”, diz Isabel Ferin.

Números

Segundo dados do governo português, existem cerca de 431 mil imigrantes legalizados em Portugal.

Os brasileiros formam o maior contingente, com 77 mil legalizados além de 30 mil ilegais, de acordo com estimativas do prórpio governo.

Os caboverdianos vêm em segundo lugar, com cerca de 62 mil indivíduos, deixando em terceiro os ucranianos com 46 mil.

Apesar da associação com a criminalidade feita pela imprensa, os brasileiros representam pouco mais de 2% da população carcerária de Portugal.

A maioria dos 246 cidadãos brasileiros que cumprem penas em prisões portuguesas foi condenada por tráfico de drogas, presos ao tentarem entrar no país com entorpecentes.

Motivos históricos

Para Isabel Ferin, o motivo dessa imagem associada à criminalidade está ligado à história da relação entre os dois povos.

“Atribuo essa relação entre brasileiros e transgressão social a estereótipos coloniais, sobretudo à (visão da) mulher brasileira como prostituta e do homem como malandro”.

Ela acredita que o motivo pelo qual os brasileiros são a nacionalidade com pior imagem na imprensa está relacionado ao tipo de imigração.

“Os brasileiros são os únicos imigrantes que entram em situação de concorrência com os profissionais portugueses. Isso é reflexo de alguma sensação de inferioridade visível na sociedade portuguesa”.

Para Gustavo Behr, presidente da Casa do Brasil de Lisboa – a maior associação de imigrantes brasileiros em Portugal – não há uma posição única da imprensa portuguesa em relação aos brasileiros.

“Acho que há diferenças entre os vários meios de comunicação social, que se comportam de forma diferenciada em relação aos brasileiros. Às vezes isso depende de quem escreve”.

Ele acredita que devem haver limites éticos para os textos. “Não acho legítimo os meios relacionarem os imigrantes com a criminalidade. É uma questão que deve ser tratada com o devido zelo. Uma notícia sobre crime que se refira a nacionalidade pode criar resistência na sociedade em acolher os imigrantes”.

Ano atípico

No estudo relativo ao ano de 2007, foram analisadas 2.624 matérias. Do total, a nacionalidade com referências no maior número de textos foi a brasileira, com 325 ocorrências (12,5% do total), seguida pelos ciganos (com 9,4%) e ucranianos (com 3,2%).

As matérias sobre imigrantes ou imigração que não especificam nenhuma nacionalidade somam 44%. No total, foram citados imigrantes de 19 nacionalidades.

O estudo também analisou as notícias veiculadas pelos canais de televisão, em um total de 237 matérias.

A principal nacionalidade citada na TV também é a brasileira, com 11,8% das referências, seguida dos nativos do Magreb e dos cidadãos dos países da Europa Oriental, ambos com a mesma porcentagem: 7,6%.

Segundo a pesquisa, em 2007, o principal tema abordado foi a clandestinidade, com 22,6% do total, ficando em segundo lugar a criminalidade, com 22,5%, seguida pela discriminação, com 12,5%.

Isabel Ferin, no entanto, considera que este foi um ano atípico.

“Em 2007, como houve a Presidência portuguesa da União Européia e, por outro lado, como o alto-comissário para a Imigração teve um papel muito ativo junto aos meios de comunicação social, a ênfase maior dos textos publicados foi para a integração dos imigrantes. Em 2008, pelo levantamento que estamos fazendo, o quadro já é diferente, com um aumento do tema da criminalidade”, disse, referindo-se ao estudo que será publicado em 2009.

Jair Rattner
De Lisboa para a BBC Brasil

 

23 Novembro, 2008

Crise faz dekasseguis voltarem ao Brasil, 29/09/08

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Tudo Bem Online, 29/09/08:

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Crise faz dekasseguis voltarem ao Brasil

A crise financeira que assola o Japão tem assustado muitos dekasseguis, que preferem voltar e tentar uma nova vida no Brasil

por Redação Tudo Bem

A crise que assola o Japão no ano de 2008 está fazendo com que os brasileiros desistam do sonho de juntar dinheiro por um tempo determinado e voltem ao seu país natal antes mesmo de concretizá-lo. A quantidade de brasileiros que estão retornando ao Brasil é visivelmente maior do que em relação a 2007, de acordo com a apuração feita pelo Tudo Bem em agências de turismo, empreiteiras e entre dekasseguis.

O Aeroporto Internacional de Chubu (Centrair), em Nagoya, está com vôos lotados para o Brasil, cujos passageiros são compostos praticamente de dekasseguis que pretendem voltar para não retornar ao Japão.

É o caso de Ricardo Yamaguchi, que está no Japão há seis anos sem nunca ter voltado ao Brasil. Desta vez, pretende retornar por conta da crise para nunca mais voltar. “Nunca vi nenhuma crise parecida aqui. No Brasil também não tenho muitas perspectivas, porém não compensa mais morar no Japão, como era antes”. Ele, que é de Hamamatsu (Shizuoka), sempre trabalhou em fábrica e considera que, do jeito que está, morar no Japão “acaba só dando preocupação”.

Lei facilita ingresso de brasileiros em faculdade japonesa, 15/10/08

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Tudo Bem Online, 15/10/08:

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Lei facilita ingresso de brasileiros em faculdade japonesa

Aluno brasileiro passa a ter chances similares às dos japoneses para iniciar um curso superior

por Redação Tudo Bem

O aluno que conclui o ensino médio em algumas escolas brasileiras instaladas no Japão já pode tentar entrar direto numa faculdade japonesa, sem a necessidade de fazer um curso preparatório de um ano, que até então era exigido. É o que determina a nova lei 268, de 24 de julho, do Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciências e Tecnologia.

Algumas das escolas brasileiras atendidas pela nova lei são a Alegria de Saber, o Colégio Pitágoras, a Escola Alcance e a Pingo de Gente. Apesar disso, não são todos os alunos que serão beneficiados. Isso porque, na prática, para entrar na faculdade japonesa o estudante precisa dominar o nihongo, uma vez que o exame de seleção é todo em japonês.

“O aluno que pensa em entrar numa instituição de nível superior aqui no Japão já vem se preparando enquanto cursa o ensino fundamental e médio, principalmente estudando o nihongo”, afirma a diretora da unidade de Hamamatsu da Escola Alegria de Saber, Sandra Alves Nagami.

Antes da nova lei

O antigo curso preparatório a que o estudante se submetia muitas vezes acontecia fora da sua cidade. Além de arcar com as despesas estudantis, outros gastos se tornavam necessários, como transporte, moradia e alimentação. “Com a nova lei, desde que o estudante brasileiro seja fluente em nihongo, ele passa a ter as mesmas chances de um aluno japonês”, avalia a diretora Sandra Nagami.

Para que essa nova lei fosse aprovada, a atual forma de ensino no Brasil foi decisiva. No dia 6 de fevereiro de 2006 foi sancionada a lei 11.274, que regulamentou o ensino fundamental de nove anos.

Somados aos três anos do ensino médio, o sistema escolar obrigatório no Brasil passou de 11 anos para 12 anos, o equivalente à formação dos japoneses. Na época, a justificativa do projeto foi assegurar a todas as crianças um tempo maior de convívio escolar, melhores oportunidades de aprendizagem e, com isso, um ensino com mais qualidade.

Banco japonês oferece serviços para brasileiros no Japão, 08/10/08

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Banco japonês oferece serviços para brasileiros no Japão

Parceira Caixa/Iwata Bank está com novas taxas de remessas

por Redação Tudo Bem

A Caixa Econômica Federal e o Banco Iwata mantém uma parceria desde 2006 com o objetivo de facilitar a vida do dekassegui que precisa mandar dinheiro para o Brasil. Agora, as agências estão com uma nova tabela para essa remessa. Com o envio mínimo de 10 mil ienes e máximo de 500 mil, o usuário paga 1,2 mil ienes no atendimento feito no balcão e mil ienes nos caixas automáticos (ATMs).

O serviço é oferecido para todos os clientes do Iwata Bank que mandam dinheiro para uma agência da CEF no Brasil. “Quem não tem conta numa agência brasileira da CEF pode abri-la mandando uma procuração para alguém que esteja no Brasil. A partir daí, mesmo estando aqui no Japão, o cliente poderá movimentar sua conta principalmente pela internet, de forma rápida e segura”, garante o gerente da Caixa em Hamamatsu, Luiz Carlos de Azevedo.

Apesar da crise atual que atinge o Japão, o gerente informa que a quantidade de remessas não diminuiu. “As pessoas enviam o dinheiro principalmente para a manutenção familiar de parentes que ficaram no Brasil, e isso é feito quase todos os meses. O que procuramos fazer é tornar essa tarefa mais fácil e, ao mesmo tempo, aumentar as oportunidades de investimentos”, adianta Azevedo.

O Iwata é um banco regional com maior atuação na região oeste de Shizuoka. Através da parceria com a Caixa, em junho foi instalada uma máquina de ATM na loja Servitu, em Hamamatsu. A iniciativa foi inédita, já que pela primeira vez um banco japonês colocou um caixa eletrônico em um estabelecimento brasileiro.

“Nosso objetivo é atender cada vez melhor a nossa comunidade”, afirma o gerente da CEF no Japão.

A parceria é levada tão a sério que o próprio Iwata Bank disponibilizou seu site na internet para os brasileiros, com todas as informações em português. O endereço é www.iwashin.co.jp/portuguese.

A nova cara da comunidade brasileira,25/10/08

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A nova cara da comunidade brasileira

Pouco a pouco, a migração temporária verde-amarela dá lugar a brasileiros fluentes em japonês, que pretendem morar definitivamente no país e disputar o mercado de trabalho fora das fábricas

por Redação Tudo Bem

A cada dia, a palavra dekassegui vai fazendo menos sentido na comunidade brasileira. O termo é formado pelos kanjis “deru”, cujo significado é sair, e “kassegu”, que significa trabalhar, ganhar dinheiro. Em uma tradução aproximada, seria algo como sair de casa para trabalhar e ganhar dinheiro. A palavra era empregada para designar japoneses que saíam de suas províncias natais (geralmente no norte do país) e iam para as cidades grandes em busca de trabalho temporário. Hoje é utilizada também para designar trabalhadores estrangeiros no Japão, em especial empregados de fábrica, caso da maioria dos brasileiros residentes no país.

Mas esse quadro está mudando. Vinte anos depois do início da ida dos primeiros brasileiros ao Japão, o destino não é mais somente as fábricas, nem o idioma só o português. Uma geração de brasileiros – que mais parecem japoneses à primeira vista – está descobrindo novas oportunidades no arquipélago. E o que seria uma viagem temporária para juntar dinheiro em outro país, está se tornando de caráter permanente.

Essa história não é novidade entre os nipo-descendentes, afinal, quando seus avós e bisavós vieram ao Brasil, também pretendiam trabalhar nas lavouras de café por três ou quatro anos e depois retornar ao Japão, de preferência com bastante dinheiro. O resto dessa trajetória todos sabem: os japoneses se integraram ao Brasil e seus descendentes prosperaram, aliando a perseverança japonesa com a criatividade brasileira.

Também no arquipélago, os brasileiros que estão se integrando somam, conscientemente ou não, as qualidades dos dois povos. Com esforço e dedicação se empenham em aprender mais sobre a cultura e o modo de vida japonês. E estudam o idioma, que é a porta de entrada para esse Japão competitivo e diversificado.

A comunidade brasileira, constata-se, já não é mais a mesma dos primeiros dekasseguis. Em dezembro de 1990, eram 56.429 brasileiros registrados no Departamento de Imigração do Japão, segundo dados do Ciate (Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior). Hoje, os descendentes de japoneses vindos do Brasil totalizam uma comunidade de 316.967 pessoas no arquipélago, segundo dados do Ministério da Justiça do Japão de 2007. Nada menos que a terceira comunidade estrangeira do arquipélago, atrás apenas de chineses e coreanos.

Os trabalhos caracterizados pelos Ks – kitsui (pesado), kitanai (sujo) e kiken (perigoso) – ainda são as maiores fontes de emprego dos brasileiros mas, com o crescimento da comunidade, houve uma expansão admirável no comércio e serviços, tais como lojas de produtos brasileiros, restaurantes, escolas de ensino fundamental e médio, salões de beleza, shopping centers e outros.

Em algumas cidades, como Hamamatsu, Oizumi e Toyohashi, a gama de serviços oferecidos em português é tão grande que não é preciso falar japonês para comprar alimentos, roupas ou um computador. Escolas, cursos e até faculdades têm aulas em nosso idioma. A infra-estrutura para brasileiros é cada vez mais abrangente, o que torna a adaptação de um recém-chegado muito mais fácil.

Uma vez, adaptado, porém, o brasileiro sente que é preciso avançar mais. É necessário estar integrado ao país. Esse é o novo desafio da comunidade brasileira. Evidências da mudança de perfil dos brasileiros que vivem no Japão estão por toda parte, como o aumento de pedidos de vistos permanentes e o crescente número de famílias que adquirem a casa própria no arquipélago.

Os sonhos de estudos, negócios e imóveis que um dia seriam realizados no Brasil estão mudando de endereço, e sendo concretizados aqui, do outro lado do mundo.Os sonhos de estudos, negócios e imóveis que um dia seriam realizados no Brasil estão mudando de endereço, e sendo concretizados aqui, do outro lado do mundo.

Cronologia do movimento dekassegui

1985 – Início da migração de nipo-brasileiros ao Japão. Japoneses que moram no Brasil e nisseis com dupla nacionalidade (brasileira e a japonesa) começam a ser recrutados para trabalhar nas empresas japonesas. O Japão cresce economicamente e tem falta de mão-de-obra

1987 – Nos jornais da colônia japonesa no Brasil (São Paulo Shimbun, Paulista Shimbun e Diário Nippak), multiplicam-se os anúncios de recrutamento para trabalho no Japão

1990 – O Plano Collor confisca a poupança dos brasileiros, milhares de empresas pedem falência e o desemprego é crescente. No Japão, a lei de imigração sofre mudanças e possibilita a entrada de descendentes de japoneses (nisseis e sanseis) com visto de longa permanência. Os casados com cônjuge nikkei também podem obter o visto

1991 – Aumenta o número de nikkeis brasileiros que imigram para o Japão. Em dezembro de 1991, eles somam 119.333 pessoas

1992 – Os salários nas empresas japonesas chegam a 500 mil ienes, o que atrai cada vez mais brasileiros. A medida que a comunidade cresce, surgem serviços específicos, como lojas de produtos. Em 1992, 147.803 brasileiros estão registrados pela imigração

1993 – Cresce o número de lojas, restaurantes, açougues, locadoras de vídeo e outros estabelecimentos de produtos brasileiros. Em 31 de janeiro de 1993 era publicado o número zero do Tudo Bem. Sob o nome Weekly Tudo Bem, o periódico semanal continha 24 páginas e custava 300 ienes.

1994 – No Brasil, o Plano Real é lançado em mais uma tentativa de conter a inflação. Com o plano ocorre a paridade entre o dólar e o real. Com isso, a remessa de ienes ao Brasil sofre desvalorização. No Japão, o número de brasileiros aumenta para 159.619

1995 – O Japão sofre um de seus piores terremotos da história, na região de Hanshin. O terremoto de Kobe faz mais de cerca de 5 mil vítimas, entre elas oito brasileiros dekasseguis. Em uma cobertura inédita na imprensa brasileira no Japão, o Jornal Tudo Bem é o único a entrar na cidade devastada. O jornal faz contato com os brasileiros sobreviventes e passa a publicar seus nomes em listas e repassa os nomes aos jornal Estado de S. Paulo

1996 – O número de brasileiros no Japão chega a 201.795. Multiplicam-se as lojas de produtos brasileiros. O Jornal Tudo Bem fortalece sua cobertura de assuntos da comunidade.

É lançado o encarte Sucesso, com 24 páginas contendo oportunidades para os brasileiros

1997 – Baixa taxa de crescimento econômico do Japão leva à crise nas fábricas. Em 1997 e 1998, a comunidade brasileira no Japão diminui. Se em 1997 havia 233.254 brasileiros residentes, em 1998, esse número cai para 222.217

1998 – Apesar dos problemas econômicos do Japão, brasileiros usam a criatividade para driblar a crise, como a venda de salgadinhos e artesanato. O número de crianças brasileiras que nascem o Japão causa espanto: são 10 brasileirinhos por dia. De janeiro a junho de 1998 foram emitidos 1.784 registros de recém-nascidos no Consulado do Brasil em Tokyo, um aumento anual de 20% em relação a 1997.

1999 – Lei trabalhista japonesa muda e beneficia as mulheres: sobram vagas para elas no Japão. Alteração na lei trabalhista permitirá que as brasileiras trabalhem a noite e disputem o mercado de trabalho com os homens. Mas elas ganham menos para exercer a mesma função. Na educação, o governo brasileiro começa a reconhecer escolas brasileiras no país, das quais passa-se a exigir normas de funcionamento. São 224.299 brasileiros vivendo no arquipélago

2000 – Governo japonês reformula a Lei de Controle da Entrada e Saída do País, e o prazo de reentrada no arquipélago é estendido de um para três anos. A internet é popularizada na comunidade brasileira no Japão

2001 – O ministro da Saúde do Brasil, José Serra visita o arquipélago para lançar o Programa de Assistência e Prevenção das DST / HIV / AIDS, voltado para os brasileiros no país

2002 – Luiz Inácio Lula da Silva é eleito presidente do Brasil. Seleção brasileira conquista o Pentacampeonato em Yokohama. Jornal Tudo Bem publica um especial sobre brasileiros fora das fábricas. Eles se tornaram bem-sucedidos no Japão em áreas tão diversas quanto comércio, importação e exportação e serviços

2003 – Jornal Tudo Bem publica uma pesquisa do Ciate, que revela que maioria dos nikkeis entrevistados ( 57,5%) querem morar definitivamente no Japão. Eles alegam que se adaptaram ao país e não teriam emprego no Brasil. Dos 1.578 entrevistados, 49,6% mora o Japão há mais de sete anos. É realizada a primeira edição da Expobusiness, primeira feira de negócios da comunidade brasileira no Japão

2005 – Número de brasileiros no Japão ultrapassa 300 mil. Pesquisa do governo japonês indica que 49,8% deles já moravam há mais de sete anos no País. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita o Japão e discute, com o primeiro-ministro Junichiro Koizumi, a possibilidade de um acordo previdenciário entre os países em benefício dos dekasseguis. É lançada a revista Gambare!, pioneira no segmento de trabalho e lazer no arquipélago

2006 – Mais de 50 mil brasileiros já tiraram o visto permanente no Japão. O número de brasileiros no Japão chega a 312.980. No mesmo ano, estatística revela que 140 brasileiros se casam todos os meses nos Consulados. O Ministério da Justiça do Japão passa a exigir atestado de antecedentes criminais para nikkeis que desejam tirar visto de longa permanência

2007 – A comunidade brasileira no Japão chega a 316.967 pessoas. Destes, 63,6 mil brasileiros já têm visto permanente. Depois dos chineses, os brasileiros são os trabalhadores que mais dão entrada no visto permanente

2008 – No Japão e no Brasil, acontecem as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil. Cada vez mais brasileiros estão se integrando ao Japão. A crise econômica mundial afeta os empregos nas fábricas japonesas

11 Novembro, 2008

Jornal aponta brasileiros como “laboratório” para política migratória no Japão, 02/11/08

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Folha Online, 02/11/08:

Jornal aponta brasileiros como “laboratório” para política migratória no Japão

Da Folha Online

Um complexo habitacional operário chamado Homi, em Toyota, no qual cerca de 48% dos residentes são estrangeiros e que abriga diversos brasileiros de origem japonesa ganhou destaque em uma reportagem do jornal americano “The New York Times” na sua versão on-line.

Norimitsu Onishi assina a reportagem, na qual afirma que o fluxo de brasileiros no Japão continua aumentando apesar de períodos de crise desde que os dekasseguis passaram a buscar trabalho na ilha nos anos 1980.

A experiência com os brasileiros é fundamental para que o Japão possa receber melhor no futuro imigrantes que serão necessários para movimentar a economia, segundo Onishi.

Homi, construído nos anos 1970, tem uma população de 8.891 e os japoneses são 52% dos residentes.

“Para ser honesto, eu nunca imaginei que isto poderia se tornar um bairro multiétnico”, disse Toshinori Fujiwara, 69, um líder comunitário local, ao jornal americano.

Onishi afirma que a aceitação dos brasileiros é fundamental. Outros imigrantes, como os coreanos que chegaram ao país depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ainda são tratados como cidadãos de segunda classe, segundo a reportagem.

Em Homi, as placas estão sinalizadas em japonês e português, os restaurantes servem comida brasileira e há revistas brasileiras. Além disso, um supermercado japonês foi trocado por uma loja nipo-brasileira, segundo a reportagem.

Por outro lado, nem tudo é exemplo de integração. O “barulho” e o atraso dos brasileiros causam incompreensões entre os japoneses, e alguns brasileiros expressaram o sentimento de não se sentirem bem-vindos.

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New York Times, 02/11/08:

http://www.nytimes.com/2008/11/02/world/asia/02japan.html?_r=1&ref=world&oref=slogin

An Enclave of Brazilians Is Testing Insular Japan

By NORIMITSU ONISHI

TOYOTA CITY, Japan — Facing labor shortages back in 1990 but ever wary of allowing in foreigners, Japan made an exception for Japanese-Brazilians. With their Japanese roots, names and faces, these children and grandchildren of Japanese emigrants to Brazil would fit more easily in a society fiercely closed to outsiders, or so the reasoning went.

In the two decades since then, despite periodic economic downturns like the current one, the number of Japanese-Brazilian workers in Japan has kept growing. They are clustered in industrial regions dotted with factories supplying familiar companies like Honda, Sanyo and Toyota, whose headquarters gave this city in central Japan its name.

But perhaps nowhere in this country do Japanese and Japanese-Brazilians rub shoulders with such intensity as in a public housing complex here called Homi Estate. Built in the 1970s for young Japanese families, Homi has a population of 8,891 that is now nearly evenly split between Japanese, at 52 percent, and foreigners, at 48 percent.

“To be honest,” Toshinori Fujiwara, 69, a Japanese community leader, said, “I never imagined in my wildest dreams that this would ever become a multiethnic neighborhood.”

A generation from now, more Japanese are likely to be making similar comments as Japan’s population ages and its work force shrinks. Recently labor shortages have spread from factories to farms, fishing boats, hospitals and other areas, prompting Japan to open its doors to temporary workers from China and elsewhere in Asia.

As the demographic squeeze grows tighter, Japan may have to open itself further to immigration, experts say, if it is to have the workers it needs to remain a major industrial power. A homogeneous and insular nation, however, Japan is notoriously unwelcoming to immigrants; Koreans who came here during World War II are still treated as second-class citizens.

To make itself an attractive destination for immigrants, the experts say, Japan will have to undergo a difficult cultural transformation for which the Japanese-Brazilians pose an elementary test case. If even they cannot gain acceptance, what chance will there be for immigrant groups that may be ethnically, racially, religiously and nationally different from native Japanese?

Immigration is an unpopular and politically delicate topic. But the country’s 317,000 Japanese-Brazilians — whose children are growing up in Japan and, in many cases, coming of age here — effectively make up Japan’s largest immigrant population. Of the total, nearly 94,400 have acquired permanent residence, while the others can stay in Japan indefinitely. Children born in Japan of foreign parents do not automatically get citizenship.

A city within a city, Homi Estate — 40 apartment buildings, detached houses, schools and shops — looks like any other Japanese housing complex from afar. But, on closer inspection, street signs are in Japanese and Portuguese. In the community’s shopping complex, restaurants serve Brazilian dishes; a convenience store displays Brazilian magazines. A Japanese supermarket was replaced by a Japanese-Brazilian one last year, reflecting Homi’s shifting demographics.

Other differences are more subtle. Some elevators are covered with scratches, a kind of vandalism rarely seen in Japan. And parking lots contain cars retrofitted into low-riders and painted purple, while Japanese tend to stick to white or gray.

In the beginning, the Japanese did not understand why the Japanese-Brazilians played loud music, failed to sort their trash perfectly and did not seem bothered about arriving late to appointments. For the Japanese-Brazilians, their grandparents’ or parents’ often rose-tinted image of Japan seemed outdated at best, and they felt unwelcome.

“I’ve been lucky because the Japanese have been kind to me,” said Rita Okokama, 40, a Japanese-Brazilian who has been here 18 years and owns Padaria, a small sandwich shop. “But others have faced prejudice. For example, Japanese shop owners will follow around Japanese-Brazilian customers because they think they’ll shoplift.”

A decade ago, Japanese-Brazilians even clashed with Japanese right-wing groups singling out foreigners. But the situation began improving five years ago as the Japanese and the Japanese-Brazilians learned to co-exist and organized joint events, like barbecues, said Kunikazu Ihara, 65, a local ward leader. Another reason for the improvement in relations may be that Japanese unwilling to live next to Japanese-Brazilians simply moved.

“If they were surrounded by foreigners, especially those in rental apartments, some Japanese just got out,” Mr. Ihara said.

By contrast, the Japanese who stayed appeared committed to getting along.

“Japanese tend to be insular and build shells around themselves,” said Kimio Yamamoto, 71, a retired Japanese engineer who has become a familiar face at Homi’s Japanese-Brazilian-run fitness club. “And foreigners can feel that right away.”

As he worked on his pectorals, Mr. Yamamoto said the Japanese-Brazilians had immediately made him feel at home at the club. “It’s fun,” he said.

Still, most adults keep a polite distance from one another.

“Children become amigos,” said Mr. Fujiwara, the Japanese community leader, who is taking Portuguese lessons and sprinkles his Japanese with Portuguese words. “But adults, they don’t become amigos.”

At West Homi Elementary, where Japanese-Brazilian children account for 53 percent of the 196 students, supplementary Japanese language classes are offered, as well as help in other subjects. Partly as a result, Japanese-Brazilian children do not drop out, a common problem in other public schools, where foreign children are often bullied.

Because of the growing number of Japanese-Brazilian students, some Japanese parents were wary of letting their own children stay at the school. School officials tried to persuade the Japanese to keep their children here by emphasizing the positive side effects of the Japanese-Brazilian presence.

“This is no longer the era of a homogeneous people, but rather of a multiethnic society,” said Mitsuyuki Shibuya, a school official.

The new era may be symbolized by a 9-year-old Japanese-Brazilian student named Nicholas Wada, who has taken home prizes for poetry and other subjects, which his parents proudly display. His parents, João, 44, and Silvana, 40, came to Japan 18 years ago and also reared a daughter, Veridiana, 22, here.

This year they built a two-story detached house as a sign of their commitment to Japan.

“My son has no image at all of Brazil, so we built this house for him,” Ms. Wada said in the couple’s living room. “Nicholas says he doesn’t want to go to Brazil.”

“He thinks in Japanese,” Mr. Wada, a truck driver, added.

Like most Japanese-Brazilians — indeed, like almost all immigrants throughout the world — the Wadas arrived here intending to stay only two or three years. “Even if you ask us now, we’ll say we’re going back in two to three years,” Ms. Wada said.

Uncertain about how long they will stay in Japan, many Japanese-Brazilians send their children to private Portuguese-language schools or keep them out of school altogether. Going to school is not compulsory for foreigners.

Of the nearly 33,500 Japanese-Brazilian children in Japan between 5 and 14 years old, the ages of compulsory education, about 10,000 are in Japanese schools receiving remedial Japanese lessons, according to government figures. Most of the rest are likely in Portuguese-language schools or not attending school.

Children who do not attend Japanese schools tend to become isolated from

Japanese society, said Kiyoe Ito, the chairwoman of Torcida, a private organization that teaches Japanese to Japanese-Brazilian children in Homi. Even if they intend to move to Brazil, their understanding of that country is also limited.

One boy studying Japanese at Torcida one recent morning was Bruno Da Costa, 15, whose Japanese maternal grandparents had emigrated to Brazil. With his parents, Bruno had moved to Japan at the age of 1, but he was unable to express himself in Japanese. He said he understood most of his favorite cartoon on television, “Naruto,” but movies were beyond his comprehension.

“I feel Brazilian because I went to a Portuguese school,” Bruno said. “If I’d gone to a Japanese school, maybe I’d feel differently. But Japan is also my country; I grew up here. Brazil, I think, is a dangerous country. I mean, I’d feel afraid to carry around an iPod or wear a designer T-shirt over there. Japan’s safe.”

Around 5 p.m. on weekdays, buses from nearby factories drop off day-shift workers at Homi and pick up the night-shift crew. Most of the Japanese-Brazilians earn around $12 an hour and work at suppliers to Toyota.

The company Tokai Rika, a seat-belt maker, started by hiring 8 Japanese-Brazilian workers in 1995 and now has 280, or almost a quarter of its factory work force here. In the past year, the company made changes — including offering the foreign workers longer contracts and hiring a Japanese-Brazilian chef in its cafeteria — to retain Japanese-Brazilians who might be lured away by better-paying competitors.

“To be honest, they work more faithfully than Japanese workers,” Hiroaki Ito, a general manager, said, repeating a common complaint among businesses that young Japanese lacked the work ethic of older Japanese and tended to quit easily.

Kouji Buma, the manager of the factory, said simply, “If we consider the future, we just won’t be able to operate this factory without Japanese-Brazilians.”

Tokai Rika officials did not venture an opinion on the country’s immigration policies. But some of Homi’s residents did.

Hiroko Arakawa, 52, a Japanese homemaker who was buying meat at the Japanese-Brazilian supermarket, said her son, now in junior high school, had had Japanese-Brazilian friends since elementary school. And she had enjoyed getting to know the friends’ parents.

Japan should open itself up to immigrants and give them full access to society, she said.

“They become sick and need health insurance just like Japanese,” she said. “If we do right by them, they won’t want to leave.”

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