MIGREPI

19 Agosto, 2009

54 exploravam nigerianas sob ameaças de vodu, em 19/08/09

Arquivado em: Alemanha, Espanha, Nigéria — migrepi @ 1:30 pm
Tags: , ,

 

54 exploravam nigerianas sob ameaças de vodu

19/08/09

http://www.tvi24.iol.pt/internacional/violacao-falsificacao-alemanha-espanha-nigeria-tvi24/1083200-4073.html

Detidos falsificavam documentos em larga escala para favorecer a introdução de mulheres nigerianas na Alemanha

Cinquenta e quatro pessoas foram detidas por falsificação de documentos que favoreciam a introdução de mulheres nigerianas na Alemanha, para exploração sexual sob ameaça de vodu, informa a «Europa Press». Um dos suspeitos foi detido na Alemanha e os restantes 43 foram detidos em Espanha.

A operação foi levada a cabo pela polícia espanhola em colaboração com a congénere alemã e desenvolveu-se em 20 locais de diversas províncias espanholas e em cinco cidades alemãs.

Os detidos falsificavam em larga escala todo o género de documentos, tais como passaportes, comprovativos de residência e trabalho, certificados de antecedentes criminais, cartas de condução, entre outros, com o objectivo de favorecer a imigração ilegal.

As autoridades apreenderam ainda 300 documentos falsos, 100 gramas de heroína, 30 jóias e objectos próprios para fazer vodu.

A organização oferecia ainda os «serviços» a nigerianos ilegais em Espanha, oferecendo-lhes a residência legal através de falsos matrimónios, quer com cidadãos espanhóis, quer com nigerianos em situação legal em Espanha.

20 Março, 2009

Opinião: Alemanha acolhe refugiados iraquianos “com dois pesos e duas medidas”, em 19/03/2009

Arquivado em: Alemanha — migrepi @ 6:21 pm
Tags: , , ,

Deutsche Welle

19/03/2009

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4111974,00.html?maca=bra-newsletter_br_Destaques-2362-html-nl

Opinião: Alemanha acolhe refugiados iraquianos “com dois pesos e duas medidas”

Com os 2,5 mil iraquianos, em sua maioria cristãos, que vêm para a Alemanha, passam a existir duas categorias de refugiados iraquianos no país: os bem-vindos e os ameaçados de expulsão, critica Daniel Scheschkewitz.

 

Desde 2002 impera no Iraque uma guerra sangrenta, que leva, por diversas razões, as pessoas à fuga: seja por medo de perder a própria vida, por desespero ou por necessidades materiais. Dos aproximadamente 2,5 milhões de refugiados iraquianos, a  maioria fugiu para os países vizinhos Jordânia e Síria e só alguns poucos conseguiram chegar à Europa.

Na União Europeia – assim como na Alemanha – eles vêm sendo tolerados apenas provisoriamente. E estão ameaçados de serem deportados, caso não sejam reconhecidos como requerentes de asilo.

Por outro lado, os refugiados iraquianos que acabam de chegar ao país e pertencem ao contingente de refugiados da ONU desfrutam de um completo direito de permanência, com todos os privilégios que isso inclui, como o direito a curso de idioma, permissão de trabalho e proteção por parte da Igreja e do Estado.

O fato de que pessoas cuja necessidade de proteção é incontestável sejam recebidas em nosso país legitima a Alemanha como uma nação civilizada. Que também cristãos façam parte desse grupo deveria ser uma obviedade. Eles eram e ainda são vítimas de perseguição no Iraque.

Mas tratar os refugiados de forma distinta somente porque uns são adeptos da crença cristã, tendo, nas Igrejas, um forte patrono protetor, enquanto os outros levam uma vida miserável de uma existência à sombra da sociedade, é uma situação insustentável, que contradiz o mandamento da lealdade.

O direito de asilo deveria valer para qualquer um, não importa se muçulmano, cristão ou ateu. A Alemanha faz jus, através da recepção oficial aos cristãos iraquianos, ao direito, por muito tempo desrespeitado, dessas pessoas de contarem com a solidariedade e com o amor do próximo.

Mas faz parte do sistema cristão de valores da nossa sociedade fazer valer nossa ajuda e nossa compaixão a todas as pessoas ameaçadas, independentemente de suas crenças religiosas, quando essas pessoas – como é o caso do Iraque – batem legitimamente às nossas portas.

Nesse ponto também não vale o argumento segundo o qual xiitas e sunitas poderiam encontrar abrigo em outras regiões do Iraque. Quem foge para a Europa tem suas razões: ou são familiares ou amigos que aqui já vivem, ou é a falta completa de perspectivas em seu próprio país.

No caso do Iraque, esse tratamento desigual é ainda mais incompreensível diante do fato de que a Alemanha, desde o início, criticou a guerra por razões morais. De acordo com isso, o país não deveria receber somente 2.500 refugiados, mas dez vezes mais do que esse número.

Isso corresponderia mais ou menos ao número de pessoas que a Alemanha abrigou com o chamado Boat People nos anos 1980. Muitos destes tampouco eram cristãos e demonstramos, assim mesmo, nossa solidariedade.

A percentagem de cristãos entre os refugiados iraquianos gira em torno de 20%. Destes, a Europa acolhe apenas uma pequena parcela, ou seja, 10 mil pessoas. Talvez, à sombra da permanente crise econômica, não se possa exigir mais do que isso das nossas sociedades.

O que, no entanto, deveríamos fazer de qualquer forma é igualar a condição jurídica de todos os refugiados do Iraque. Não deve haver refugiados de primeira e de segunda categoria, não num Estado de Direito e muito menos por questões religiosas.

Exatamente porque nós, como membros de uma comunidade marcada por valores cristãos, tratamos todas as pessoas da mesma forma, independentemente de sexo, crença religiosa ou origem. Esse princípio deveria valer também para os refugiados do Iraque.

 

9 Março, 2009

“Os próprios muçulmanos têm de querer se integrar”, afirma Schäuble, em 03/08/2009

Arquivado em: Alemanha — migrepi @ 6:26 pm
Tags: , , ,

Deutsche Welle -  08/03/2009

“Os próprios muçulmanos têm de querer se integrar”, afirma Schäuble

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4082657,00.html?maca=bra-newsletter_br_Destaques-2362-html-nl

“Os próprios muçulmanos têm de querer se integrar”, afirma Schäuble

A DW conversa com o ministro alemão do Interior, Wolfgang Schäuble, sobre a situação do islã no país. Entrevista realizada no contexto do Fórum Teológico Cristianismo-Islã, da diocese de Tottenburg-Stuttgart

DEUTSCHE WELLE: Senhor ministro do Interior, integração também inclui aula de religião islâmica, por exemplo. Não é preciso fazer  mais para alcançar a integração social dos muçulmanos na Alemanha?

Wolfgang Schäuble: Certamente, mas integração também pressupõe que uma sociedade se comunique. Por isso, é importante que todos falem alemão. E aí precisamos realmente – se o islã quiser colaborar numa Alemanha para os muçulmanos –, por exemplo, da formação de prelados, de teólogos e de professores para as aulas de religião nas escolas públicas. Estes, de resto, o Estado não pode formar sozinho, tal só é possível em parceria com a comunidade religiosa. Por isso, o próprio islã, ou os muçulmanos, devem criar as condições para tal. Eles devem fundar comunidades religiosas e iniciar os procedimentos para que estas sejam reconhecidas como tal, de forma que o Estado conte com um parceiro. Pois o conteúdo da religião, da fé, o nosso Estado laico e neutro não pode comunicar.

Muitos muçulmanos são notórios por seu empenho voluntário. Não seria também do interesse das autoridades públicas dar apoio a essas pessoas tão engajadas?

Sim, mas acredito que se esteja avançando neste ponto. Se o senhor observar, por exemplo, como a grande mesquita de Duisburg é, no fundo, acolhida pela população, sem qualquer resistência e com grande alegria; se observar, também, como pouco a pouco desaparecem os debates [sobre a construção de uma mesquita] em Colônia, que durante um tempo foram bastante acalorados – isto é passo. Agora temos um debate amplo, e o senhor nota que nos estados federados aumentam os esforços. Bem, pode-se dizer que o processo não é rápido o suficiente, porém a velocidade aumentou muito, sim.

Na Conferência do Islã definimos as regras fundamentais de forma bastante consensual, agora cabe aos estados efetivá-las. É deles, não do governo federal, a jurisdição para tal, assim como a autoridade na área da cultura. A conferência dos ministros da Cultura também participa de nossas deliberações, e espero que isso venha a dar frutos nos próximos anos.

Qual é o seu balanço, após dois anos e meio de Conferência Islâmica Alemã?

Então: nas questões centrais chegamos juntos a regras importantes, sim; sobre as aulas de religião nas escolas públicas, sobre a formação de professores de religião. Também estabelecemos diretivas de consideração mútua na construção de mesquitas, etc.. Fizemos numerosos esforços, e não sem sucesso, para tornar mais visível na mídia a diversidade da vida muçulmana, também nos empenhamos para que ela seja percebida por uma opinião pública mais ampla. Em contrapartida, fizemos muito para que os próprios islamitas compreendam que não podem se isolar do restante da sociedade – eles próprios têm de querer se integrar. Assim devem, por exemplo, também cuidar para aprender alemão, pois senão seus filhos não terão chances.

Temos déficits na integração das crianças na escola, bem sabemos. Mas justamente por isso a chanceler federal [Angela Merkel] combinou com os governadores estaduais, durante a cúpula da educação, que agora todos os estados têm a obrigação de avaliar, já a partir dos quatro anos de idade, se as crianças possuem os pré-requisitos necessários para o êxito escolar, e portanto, no futuro, nos mercados de formação profissional e de trabalho. Este é um ponto importante, pois mostra que onde há déficits de integração as causas são sempre sociais. E estas nós podemos eliminar, e quanto melhor as eliminarmos, maior será o sucesso da integração.

Autor: Reinhard Baumgarten / Abdebhai Alami
Revisão: Augusto Valente

23 Novembro, 2008

Comunidade judaica alemã denuncia ataques racistas, 03/11/08

Arquivado em: Alemanha — migrepi @ 4:32 pm
Tags: ,

Último Segundo, 03/11/08:

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/11/03/comunidade_judaica_alema_denuncia_ataques_racistas_2093814.html

Comunidade judaica alemã denuncia ataques racistas

AFP

Representantes da comunidade judaica na Alemanha se disseram “ultrajados” nesta segunda-feira com os dois incidentes racistas cometidos no fim de semana, a uma semana do 70º aniversário da Noite de Cristal, que marcou o início dos pogroms contra os judeus.

De acordo com a polícia berlinense, um rabino e oito alunos de uma Yeshivá (escola de estudos judaicos) foram importunados na madrugada de domingo e insultados por dois desconhecidos, em um carro, na capital alemã. Os dois jogaram um objeto em chamas na direção do microônibus dirigido pelo rabino.

Em Hamburgo (norte), 17 tumbas muçulmanas foram profanadas, sendo que algumas foram cobertas com a estrela de Davi e outras, com uma bandeira com a cruz gamada, segundo a polícia local.

“Segundo as primeiras estimativas das investigações, esse ato anti-semita/racista contra os muçulmanos foi cometido, aparentemente, por pessoas ignorantes, sem qualquer conhecimento político, e tem um caráter único”, declarou a polícia de Hamburgo, em um comunicado.

Hoje, o escritório berlinense do Comitê Judaico-Americano (AJC) condenou esses últimos incidentes.

“Nós condenamos com a maior severidade os ataques anti-semitas e qualquer tipo de ataque contra dignitários religiosos e instituições e apelamos às autoridades para que façam tudo que esteja em seu poder para encontrar os culpados e puni-los”, disse a diretora do escritório, Deidre Berger.

“Segundo o Ministério do Interior, houve, no primeiro semestre, mais de 500 crimes anti-semitas, uma média de três por dia”, comentou, ressaltando que esses dois incidentes destacam a necessidade, por parte do governo, de nomear um responsável encarregado da luta contra o anti-semitismo na Alemanha.

Na terça-feira, os deputados do Bundestag devem adotar uma declaração sobre a luta anti-semita, por ocasião do 70º aniversário da Noite de Cristal, que marcou o início dos primeiros grandes pogroms na Alemanha.

Congresso de extremistas de direita provoca protestos , 19/09/08

Arquivado em: Alemanha — migrepi @ 4:30 pm
Tags: ,

Deutsche Welle, 19/09/08:

http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,3657586,00.html

Congresso de extremistas de direita provoca protestos

Congresso de extremistas de direita “antiislâmicos” mobiliza manifestantes em Colônia, que evitam passeio dos congressistas por bairros considerados “problemáticos” por terem alto número de estrangeiros.

Grupos de extrema direita de vários países europeus (Alemanha, Áustria, Bélgica, França e Itália) se reúnem em Colônia, no oeste alemão, para um “congresso antiislâmico” de dois dias, que vai até domingo (21/09).

Segundo as autoridades locais, mais de 12 eventos de oposição ao congresso estão sendo organizados na cidade. Nesta sexta, aproximadamente 500 pessoas fizeram uma passeata contra a xenofobia e o racismo no bairro Ehrenfeld, com alto número de estrangeiros, principalmente de origem turca. Uma entrevista coletiva para a imprensa com os líderes extremistas do congresso teve que ser relocada para um barco sobre o Reno, diante do número de protestos em vários bairros da cidade.

Pretexto: construção de mesquita

O congresso, que tem como pretexto se opor à construção de uma grande mesquita em Colônia, é coordenado pela organização Pro Köln (Pró Colônia), conhecida pela defesa de ideais racistas e xenófobos. Os protestos da organização se voltam em primeira linha contra uma suposta “islamização” da Alemanha e da Europa.

O presidente da Pro Köln, Markus Beisicht, já foi vereador pelo Partido Republicano (também de extremistas de direita), antes de se unir à Associação Alemã pelo Povo e Pátria. Como advogado, já defendeu na Justiça vários neonazistas, acusados de incitar a violência e uso de símbolos nazistas, proibidos no país.

Palavras de ordem xenófobas

Nos dias que antecederam o congresso, o grupo Pro Köln distribuiu na cidade panfletos de alto teor racista, com dizeres xenófobos afirmando que “nossas filhas” devem ser preservadas “dos olhares e mãos de todas essas hordas de migrantes”, descreve o semanário Die Zeit.  

“É preciso dizer: eles são extremistas de direita. Isso é possível perceber nas biografias dos principais líderes, que fizeram parte do NPD, dos Republicanos e fundaram a radical Liga Alemã do Povo e da Pátria. Todos esses grupos são caracterizados por posiçoes de extrema direita, racismo, xenofobia e um nacionalismo extremo”, explica à Deutsche Welle o especialista Wolfgang Kapust.

Oposição em massa

Grande parte da população de Colônia se opõe ao congresso: centenas de pôsteres foram espalhados pela cidade apontando a rejeição dos moradores, enquanto os bares iniciaram uma campanha intitulada Nenhuma cerveja para nazistas (Kein Kölsch für Nazis). Vários eventos informativos estão sendo organizados.

Um passeio pelo que os extremistas chamam de “bairros problemáticos”, ou seja, com alto número de estrangeiros, foi cancelada pela polícia. Além disso, as empresas das quais os extremistas haviam alugado os ônibus para o tal passeio se negaram a disponibilizar os veículos.

Imagem da cidade

O congresso de extremistas, no entanto, não foi impedido pelas autoridades locais. O parlamentar Ruprecht Polenz justifica: “Eles são inteligentes e não vão usar símbolos (proibidos) como a suástica no evento, mas vão disseminar palavras de ordem”. Para o político do Partido Verde Volker Beck, a organização Pro Köln procura “sujar a imagem de Colônia como uma metrópole aberta e tolerante”.

Também o prefeito da cidade, Fritz Schramma, da União Democrata Cristã (CDU), afirmou que “não queremos um congresso desses, ao qual a maioria da população da cidade se opõe”. Para o governador da Renânia do Norte-Vestfália, Jürgen Rüttgers, “em Colônia não há lugar para radicais de direita”.

Agências/DW (sv)

21 Setembro, 2008

Polícia proíbe manifestação antiislâmica no centro de Colônia, 20/09/08

Arquivado em: Alemanha — migrepi @ 11:48 pm
Tags:

Deutsche Welle 20.09.2008

Polícia proíbe manifestação antiislâmica no centro de Colônia

O auto-intitulado “congresso antiislâmico”, que pretendia reunir extremistas de direita em Colônia, fracassa após milhares de opositores do encontro impedirem a realização de uma manifestação contra estrangeiros.

A polícia de Colônia proibiu neste sábado (20/09) uma manifestação organizada por grupos extremistas de direita devido ao risco de confrontos violentos com manifestantes esquerdistas.

A manifestação era o principal evento do auto-intitulado “congresso antiislâmico” e estava programada para o largo Heumarkt, na região central da quarta maior cidade alemã.

“A segurança dos nossos cidadãos é prioridade”, disse um porta-voz da polícia. “Não podemos ficar de braços cruzados vendo alguns participantes dessa manifestação entrarem numa briga.”

Confrontos com a polícia

Convocados pela organização Pro Köln (Pró Colônia), os extremistas de direita haviam programado uma manifestação no Heumarkt. Mas milhares de ativistas contrários cercaram o largo, impedindo o acesso ao local e entrando em choque com a polícia. Cerca de 3 mil policiais estavam nas ruas da cidade.

Na avaliação da polícia, a situação se tornou perigosa demais para a realização da manifestação dos extremistas de direita, o que levou à proibição do ato. Ao mesmo tempo, em torno de 5 mil pessoas protestavam pacificamente contra o radicalismo de direita a alguns metros dali, em frente à Catedral de Colônia.

O prefeito de Colônia, Fritz Schramma, se declarou aliviado com a proibição da manifestação. “É uma vitória da cidade e das forças democráticas”, disse. Ele lamentou que tenham ocorrido confrontos entre os esquerdistas e a polícia. Várias pessoas foram presas e ao menos quatro policiais ficaram feridos.

Congresso de extremistas

A Pro Köln pretendia reunir até 1.500 pessoas no Heumarkt, mas até o meio-dia pouco mais de 50 haviam conseguido chegar ao local. Um grupo de cerca de cem pessoas que pretendia participar do protesto foi dissuadido pela polícia ainda no Aeroporto de Colônia.

O auto-intitulado “congresso antiislâmico” tinha como objetivo declarado protestar contra a construção de uma mesquita em Colônia e combater o que os extremistas chamam de “islamização” da Europa. A intenção dos organizadores era reunir na cidade alemã, neste final de semana, entre 1.000 e 1.500 extremistas de direita de vários países europeus, mas o número esperado não se confirmou.

DW/Agências (as)

9 Setembro, 2008

“Jovem de boa formação procura emprego fora da Alemanha”, 09/08/08

Arquivado em: Alemanha — migrepi @ 4:57 pm
Tags:

Deutsche Welle, 09/08/08:

http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,3547879,00.html

“Jovem de boa formação procura emprego fora da Alemanha”

Em 2007, 160 mil alemães deixaram o país, à procura de chances no exterior: menos impostos e burocracia, melhores salários e condições de trabalho. Porém emigrar não é fácil. E muito menos voltar.

“Estou de saco cheio”, desabafa Christian Vogt. O arquiteto de 37 anos tem trabalhado nos últimos seis anos numa boa firma de arquitetura, em regime integral. Entretanto, ele se sente explorado, reclama das más condições, pouco dinheiro e muitas horas extras. Para ele, a única saída é o aeroporto.

No fim do ano, Vogt planeja emigrar para a Austrália, um país onde nunca esteve. Porém sabe que lá há grande demanda por arquitetos: a profissão consta da lista do governo como uma das mais urgentemente necessitadas para preencher as lacunas do mercado de trabalho australiano.

Mercado desfalcado

Muitos alemães formados estão fazendo o mesmo que Vogt. Segundo o Departamento de Estatísticas, mais de 160 mil pessoas emigraram em 2007, um nível que não foi mais atingido desde o ano de 1954.

A maioria delas é jovem e de boa formação. O êxodo ocorre justamente no momento em que os empregadores da Alemanha se queixam a altos brados da carência de mão-de-obra especializada.

O Ministério de Economia e Tecnologia recentemente interrogou os alemães sobre os motivos que os levam a abandonar o país. O principal são as melhores perspectivas profissionais e salários mais generosos no exterior. Alguns mencionaram os elevados impostos e a burocracia alemã. O desejo de aventura é também um fator relevante.

Deixando uma porta aberta

“Para algumas profissões, as possibilidades no estrangeiro são realmente muito boas”, confirmou Manuel Wagner, da organização católica Raphaels Werk, filiada à Caritas e especializada no aconselhamento de pessoas interessadas em emigrar. “Os médicos, por exemplo, são procurados por toda parte.”

Entretanto, ele sempre pergunta o que os candidatos esperam ganhar, ao dar o grande passo. “Vejo muita gente que tem problemas aqui e acredita que num outro país tudo irá automaticamente melhorar. Nesses casos, desaconselho a emigração.”

Não importa quão positivas as perspectivas de trabalho no novo país: Wagner sempre sugere que se mantenha aberta a possibilidade de retornar à Alemanha. “Não se deve fechar todas as portas no país natal. Em terra estrangeira, muita coisa pode dar errado.”

De São Paulo a Stuttgart

Mesmo quando nada dá errado, a volta não é fácil. Martina Merklinger foi para São Paulo com uma bolsa, recebeu uma boa oferta de emprego e trabalhou quase quatro anos num importante instituto. Agora, a historiadora de arte de 39 anos se encontra no novo apartamento em Stuttgart, desempacotando caixas de mudança.

“Por mim, poderia ter ficado no Brasil muito mais”, comenta. Ela tinha um cargo de responsabilidade, bem remunerado, adorava o modo de vida brasileiro e o clima quente. “Vim para a Alemanha por amor a meu namorado e futuro marido”, revela.

Experiência válida

Apesar de feliz em retornar, e de sentir-se mais próxima do namorado, o reinício na carreira não tem sido fácil para Merklinger. “Não tenho a impressão de que minha formação, meu conhecimento de idiomas e minha experiência no exterior sejam bem-vindos na Alemanha.”

Ela já se candidatou a mais de 30 empregos, porém sem sucesso. E o Departamento Federal de Trabalho não lhe parece particularmente interessado em ajudá-la. Assim, no momento ela se sustenta através das próprias economias e com a ajuda do namorado.

Porém não lamenta a temporada no Brasil. “Só posso aconselhar a todos que tenham essa experiência. Ao retornarem, terão aprendido algo que podem introduzir aqui na Alemanha.”

DW (md/av)

ACNUR critica violação de direitos de refugiados na Alemanha, 23/08/08

Arquivado em: Alemanha — migrepi @ 4:52 pm
Tags: , ,

Expatica.com, 23/08/08:

http://www.expatica.com/de/articles/news/UN-agency-criticizes-German-asylum-practices—.html

UN agency criticizes German asylum practices

Refugee agency says Germany is violating the rules of the Geneva Convention.

Berlin — The United Nations refugee agency (UNHCR) criticized Germany on Friday for first recognizing and then withdrawing the refugee status of thousands of people.

In a report prepared for the European Court of Justice, the UNHCR was particularly critical of Germany’s practice of giving people refugee status who had already returned to their homeland regardless of the security situation or whether they could live in dignity.

This, the UNHCR argued, was contrary to the rules set out in the Geneva Convention on Refugees and under European law.

Since the Iraq war and the fall of Saddam Hussein more than 17,000 Iraqis have had their refugee status annulled.

This was despite a security situation in Iraq which was characterized by daily attacks as well as precarious living conditions and the lack of an effective authority in some parts of the country.

DPA/Expatica

A Alemanha tem um problema com crimes de ódio contra homossexuais?, 04/07/08

Arquivado em: Alemanha — migrepi @ 4:41 pm
Tags: , , , , ,

Der Spiegel, 04/07/08:

A Alemanha tem um problema com crimes de ódio contra homossexuais?

Imigrantes de países como Turquia e Rússia, onde a homossexualidade é tabu, levaram a um aumento dos crimes contra os gays na Alemanha

Michael Scott Moore

Em Berlim

O rapper Bushido é um alemão meio tunisiano que é popular entre uma variedade surpreendente de adolescentes na Alemanha, de garotos turcos a neonazistas. Ele diz que odeia os nazistas – entre outras pessoas – e se apresentou em um festival ao ar livre no verão passado em Berlim, que foi rotulado pela revista adolescente que o patrocinava como sendo um “concerto contra a violência”.

Mas um grupo de manifestes pró-direitos dos gays apareceu com cartazes. Eles diziam que Bushido era o garoto propaganda errado para um festival de tolerância. Seus cartazes citavam as canções deles.

Uma dizia, por exemplo: “Vocês veados vão pra câmara de gás”.

Ou: “Berlim está ficando durona de novo / Porque a gente dá uma surra em todas as fadas”.

Bastian Finke, que dirige o Maneo, o grupo de direitos dos gays em Berlim, disse que o protesto contra Bushido não foi muito longe.

“Ele mostrou o dedo médio para nós”, ele disse. E o público vibrou.

A história parece capturar um tendência alemã estranha – aumentar a intolerância em uma embalagem de cultura pop falsamente tolerante, que Finke diz “trivializar a violência”. A Maneo possui uma linha telefônica para vítimas de crime de ódio contra homossexuais e divulgou recentemente os resultados de uma nova pesquisa, que sugere um aumento nos crimes homofóbicos na Alemanha.

A Maneo relata que 40,6% dos 17.500 homens que responderam à pesquisa online por toda a Alemanha disseram que sofreram crimes de ódio em 2007. Os crimes incluem tudo que é ilegal segundo a lei alemã, de insultos verbais e cusparada até agressão grave. Mas o número aumentou em comparação a 35,5% em 2006.

Em Berlim – uma das cidades mais tolerantes do mundo, pelo menos para os homens gays – os percentuais são maiores. Entre as 2.150 pessoas que responderam, 43% informaram crimes de ódio, em comparação a 39% em 2006.

Finke admite que a pesquisa “não é representativa” de toda a população gay alemã, e Alexander Zinn, chefe da Associação de Gays e Lésbicas em Berlim-Brandenburgo, não está alarmado com o aumento de 5%. Ele diz que o grupo que respondeu a respeito de 2006 “não era necessariamente” o mesmo grupo que respondeu em 2007, de forma que os números devem ser tratados com cautela.

“Mas está claro”, ele disse, “que este é um problema muito grande”.

Uma questão turca…

A violência contra os homens gays está aumentando aqui por anos, disse Zinn. “Especialmente entre os adolescentes, nós notamos que há mais homofobia, principalmente por causa das mudanças demográficas na Alemanha”, ele disse. “Nós temos uma crescente população imigrante de muitos países onde a homossexualidade é tabu.”

O grupo mais óbvio é o de Bushido – garotos muçulmanos criados na Alemanha, que se sentem marginalizados, que absorvem o hip-hop e que podem ter sido criados para odiar os homossexuais.

No ano passado, a Associação de Gays e Lésbicas de Alemanha realizou uma pesquisa financiada pelo governo federal que mostrou níveis elevados de homofobia entre os adolescentes turcos. Dois terços dos estudantes colegiais em Berlim descendentes de turcos, apontou a entrevista, tinha pontos de vista homofóbicos sobre gays e lésbicas. O estudo também encontrou um elo direto entre os níveis de integração e homofobia. Os adolescentes que eram mais profundamente religiosos ou se sentiam discriminados em suas próprias vidas tinham uma tendência a terem pontos de vista mais homofóbicos.

Após a divulgação do relatório no ano passado, Eren Ünsal, uma porta-voz da Associação dos Turcos Seculares da Alemanha, expressou sua preocupação com os resultados. “Nós demos início ao primeiro esforço para combater a homofobia em nossa comunidade”, ela disse à “Spiegel Online”. “Mas também é importante não colocarmos contra a parede pessoas que são contrárias aos homossexuais.” Ünsal disse que espera que um debate aberto dentro da comunidade contribua para uma lenta mudança na mentalidade. Mas ela também alertou contra fazer generalizações a respeito dos turcos, notando que, “nem todo turco é homofóbico”.

Nico Hartong, um músico e assistente social de Berlim que ajuda crianças a comporem e gravarem suas próprias canções rap, acredita que o problema envolve mais simples machismo do que o Islã.

“Eu acho que os garotos islâmicos (na Alemanha) têm um problema com virilidade”, ele disse. “E a homossexualidade não se encaixa nem um pouco nesta imagem.”

A Alemanha, é claro, tem brutamontes de origem alemã que não suportam homossexuais. Os mesmos neonazistas que atacam os imigrantes ficam felizes em agredir gays. Mas os alemães de mentalidade liberal sabem como lidar com os neonazistas – a extrema direita é um fato familiar da vida na Alemanha. O que é mais confuso é como lidar com imigrantes que são menos tolerantes que os alemães que querem aceitá-los.

“O problema é que nós temos padrões na Alemanha, nós temos leis contra os crimes de ódio aqui”, disse Finke. “Mas as leis nem sempre são seguidas. É claro que o racismo é ruim – nós também dizemos isso. Mas há dois pesos e duas medidas quando se trata de violência contra gays. E acho que os gays na Alemanha sentem esta discrepância mais e mais.

…e um russo, também

Os imigrantes de países muçulmanos obviamente não têm exclusividade em relação aos crimes de ódio na Alemanha. O outro grande lugar no mundo onde a homossexualidade é “tabu”, como colocou Zinn, é a Rússia. De fato, a pesquisa entre os adolescentes de Berlim apontou que metade dos russos pesquisados tinha pontos de vista homofóbicos.

Tumultos e prisões durante a parada do orgulho gay em Moscou se tornaram um evento certo da primavera desde 2006, quando os primeiros ativistas gays que tentaram uma manifestação pública, pós-Guerra Fria, “foram xingados e atacados por skinheads, cristãos ortodoxos e nacionalistas radicais”, segundo o “Washington Post”. O machismo russo, assim como a versão islâmica, vê a homossexualidade como algo estrangeiro. E as posturas podem ser perfeitamente predominantes na sociedade.

“Para a Rússia, os gays não são um desenvolvimento orgânico”, disse o dramaturgo Ilya Resnik ao jornal alemão “Die Zeit” no ano passado. Um ex-governador de Novgorod, Mikhail Prussak, concordou. “Um homem normal não pode simplesmente reagir calmamente diante desses homens”, ele disse ao jornal. “Isto precisa ser tratado e curado.”

O resultado, nas ruas alemãs, é um aumento da intolerância. Finke diz que evidências de sua linha de telefone mostram um problema com abuso russo. Um ativista turco chamado Bali Saygili, que dirige um grupo de aconselhamento em Berlim para imigrantes gays, concorda.

“Não são apenas insultos”, ele disse recentemente ao semanário esquerdista “Jungle World” de Berlim. “Já cuspiram em mim também. Uma mulher russa disse que sabia que a homossexualidade não era ilegal na Alemanha, mas que se dependesse dela, ela me colocaria contra uma parede e me daria um tiro.”

Saygili disse que este tipo de tratamento o deixou calejado. “Entretanto eu acho que as pessoas que não aceitam regras democráticas neste país também não deveriam ter direito à cidadania.”

Mas ninguém, nem mesmo Finke, acredita que os crimes de ódio contra homossexuais se tornaram um problema repentino na Alemanha no ano passado. A tendência está fermentando há algum tempo. Hartong diz que insultar “veados” é um tema antigo no hip-hop alemão, mas um novo “estilo radical” – com rappers como Bushido posando como gângsteres americanos – pegou fogo.

“Kool Savas (um rapper turco-alemão) escrevia canções como essas nos anos 90″, ele disse. “A diferença é que Bushido agora atinge muito mais pessoas. Ele é um fenômeno, realmente é. Ele é o rapper mais popular da história alemã.”

Tradução: George El Khouri Andolfato

1 Setembro, 2008

Prova para obter cidadania alemã começa a ser aplicada, 01/09/08

Arquivado em: Alemanha — migrepi @ 10:12 pm
Tags: , , , ,

Deustche Welle

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,3608729,00.html?maca=bra-newsletter_br_Destaques-2362-html-nl

Prova para obter cidadania alemã começa a ser aplicada

Para encarregada de integração do governo alemão, teste obrigatório possibilita a estrangeiros conhecer seus direitos e deveres como cidadãos. É necessário acertar 17 de 33 questões de múltipla escolha.

 

A partir deste 1º de setembro, além dos procedimentos burocráticos de praxe, os candidatos a obter um passaporte alemão também precisam demonstrar seus conhecimentos sobre a Alemanha.

Os candidatos serão submetidos a uma prova, cuja obrigatoriedade passou a vigorar nesta segunda-feira (01/09). O teste de múltipla escolha é composto por 33 perguntas sobre a história, a política e a sociedade do país, das quais é preciso acertar pelo menos 17.

As perguntas constam de um catálogo de 300 questões elaboradas pelo Ministério do Interior, mais dez relativas a cada estado alemão. A prova consiste em 30 questões de âmbito nacional e três perguntas referem-se ao estado onde ela é aplicada.

A resposta correta deve ser escolhida entre quatro opções e o tempo para a prova é de 60 minutos. O teste custa 25 euros e pode ser feito várias vezes. Os candidatos podem freqüentar cursos preparatórios oferecidos, por exemplo, pelas Volkshochschulen, tradicionais centros de formação de adultos.

No estado da Renânia do Norte-Vestfália, o mais populoso da Alemanha, a procura pelos cursos foi diferenciada. Em Dortmund, por exemplo, o curso foi cancelado porque teve apenas um interessado. Em Düsseldorf, ao contrário, os dois cursos oferecidos já estavam lotados antes mesmo do início. O primeiro teste em Düsseldorf está marcado para 7 de novembro.

Forma de melhorar a integração

Para Maria Böhmer, encarregada nacional para assuntos de imigração, o teste é uma maneira de melhorar a integração no país. De acordo com ela, o governo alemão espera que mais estrangeiros residentes no país assumam a cidadania alemã.

Mas também é importante, segundo ela, que os novos cidadãos conheçam seus direitos e deveres. ”Desta maneira, eles não estarão apenas fazendo uso de seu direito de voto, mas estarão participando ativamente da política”, argumentou.

Ela lembrou que os testes são prática comum em outros países, como os Estados Unidos: “Aprendemos com o que fazem outros países de imigração”.

Segundo o Departamento Federal de Migração e Refugiados, mais de 100 mil pessoas adquirem a nacionalidade alemã a cada ano. A maioria tem origem turca.

Agências (rw)

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.