MIGREPI

19 Junho, 2009

Discussão da Reunião: 17/06/09 – La perspectiva teórica em el estudio de las migraciones – Carassou, Roberto Herrera

Arquivado em: Outros — migrepi @ 5:51 pm
Tags: , ,

CARASOOU, Roberto Herrera. La perspectiva teórica em el estudio de las migraciones. México: Siglo XXI Editores, 2006.

Capítulo 1

l        A falta de um critério geral sobre o que deve ser entendido como migração gerou inconsistências nos objetivos das investigações sobre o tema, mas também na interpretação, avaliação e comparação de resultados e na junção de conhecimentos substantivos para fins teóricos – essa preocupação é observada também a partir das opiniões de diversos especialistas nos estudos dessa área 19

       algumas opiniões justificam essa insuficiência apontando para o caráter multifacetário do fenômeno e conseqüente diferentes enfoques disciplinários utilizados nesse estudo 19

       mas o autor acredita que tal situação se dá devido ao excesso de confiança de alguns investigadores no sentido de acreditar no significado do vocábulo como sendo de domínio comum e, portanto, sem necessitar de explicações.

       No entanto, é necessário ressaltar que esse costume de dar como certo anteriormente a definição de termos básicos pode levar a erros sérios de conseqüências também serias 19

l        dependendo da definição a migração humana seria o objeto de estudos de diferentes disciplinas (apud J.J. Mangalam e H.K. Schwarzweller. General theory in the study of migration. The international Migration Review, vol. III, num. 1, 1968, p.11.) 21

l        “… a evidência historia demonstra que a imensa maioria dos grandes deslocamentos populacionais foram devidos a fatores de expulsão, ou seja, a motivações alheias à vontade do imigrante. A condição nômade que uma vez foi característica do homem, foi se transformando através dos séculos numa tendência à sedentariedade perturbada unicamente por fatores exógenos.” 22

l        para ONU o termo migração não abarca os refugiados políticos 22

l        “… somente no decênio depois da II GM, o número desses últimos (refugiados políticos) ultrapassou o de toda emigração transatlântica procedente da Europa no século XIX e do primeiro decênio do passado…” 22

l        há objeções sólidas sobre o que seria refugiado e migrante forçado por razoes econômicas 22– a fronteira entre ambos os casos é quase impossível de se estabelecer a menos que se defina um critério político predominante (Centro de Estudos sobre Refugiados da Universidade de Oxford) 23

l        Estudos de alcance micro-analítico do fenômeno migração:

       alguns autores como Clarence Senior e Beijer definem como migração “uma mudança permanente de residência” – o que define que esse movimento espacial ou mudança de residência deve ser o suficientemente longa e estável, do contrário traria-se de mobilidade espacial 23

       alguns outros como Hagerstrandt não consideram o tempo transcorrido como fator decisivo e definem a migração como “simplesmente o câmbio de residência de uma comunidade a outra” 23

       Eisenstadt estipula como condição básica não só a distancia e o tempo involucrado como também o cambio do marco sócio-cultural do sujeito 23/24

■         Ainda dentro dessa visão, Petersen sustenta que a migração implica um câmbio para outra comunidade, abandonando a sua. 24 Ele também afirma que esse é um “movimento relativamente permanente de pessoas em uma distância significativa…” 25

■         Charles Tilly e Donald J. Bogue afirmam que os fatores básicos envolvidos na migração são a distância e o câmbio do âmbito sócio-cultural 24

■         Bogue ainda sustenta que “teoricamente, o termo migração deve ser reservado para aqueles câmbios de residência que incluem um reajuste completo das filiações do indivíduo na comunidade…”24

■         Zelinski: “Migração genuína – afirma – obviamente significa os câmbios perceptíveis e simultâneos tanto no âmbito social como no espacial, de maneira que o estudioso não pode medir uma classe de movimento ignorando o outro.” 24

       Para Everett S. Lee “os elementos de maior peso para definir uma migração, estão relacionados diretamente com os inconvenientes que se interpõem para lograr o deslocamento de um indivíduo ou um grupo em uma distância dada, permitindo a entrada  na análise do fator psico-social como elemento presente e coadjuvante dos fatores contextuais envolvidos.” 25

       mas a indefinição do conceito migração não gira somente em torno da questão da distância e do tempo (de permanência no local). Também há a questão das finalidades ultimas, das causas e das conseqüências. 25

       alguns pesquisadores descrevem “…a migração como aquele câmbio de residência que envolve fundamentalmente uma decisão econômica e individual para melhorar as condições de vida…” 25

       Ainda Bogue: migração vista como “uma ação racionalmente planejada que é o resultados de uma decisão consciente tomada depois de uma consideração e cálculo das vantagens e desvantagens de fica no lugar de origem ou se movimentar ao lugar de destino.” Indica que não tem de haver necessariamente um benefício econômico, podendo ser outros fatores igualmente decisivos 26

l        Enfoque macro-teórico: 26

       para esse tipo de enfoque, não se descarta o valor dos fatores psico-sociais da migração, mas ela não pode ser definida, para efeitos conceituais, como eventos que dependem da vontade e do cálculo racionalmente meditado pelos atores envolvidos 26. “O ato migratório adquire componentes significativos num contexto em que a opinião do migrante não é fundamental como fator determinante do processo. O componente central das migrações humanas, é sempre de ordem social em um sentido mais amplo do termo” 26/27

       Spengler e Mayer: migração como “uma variedade de movimentos que podem ser descritos em seu conjunto como um processo de evolução e desenvolvimento que opera no tempo e no espaço, mas sobre tudo, como um corretor dos desajustes sócio-econômicos entre regiões rural-urbanas e inter-urbanas (…) Precisamente porque é um processo promotor do desenvolvimento, sua história se remonta aos tempos primitivos em coincidência com o que ocorre com o desenvolvimento sócio-econômico.” 27

       Omar Argüello: “… as migrações devem ser vistas como um processo social de redistribuição da população dentro do contexto de uma sociedade global, caracterizada por uma determinada estrutura produtiva, própria do tipo e do grau de desenvolvimento alcançado dentro de um processo histórico, que é conduzido por diferentes grupos sociais e políticos que lograram impor seus interesses e valores ao conjunto dessas sociedade. Dentro deste contexto histórico e estrutural os câmbios que ocorrem nessa redistribuição da população, são conseqüências de câmbios que têm lugar ao nível da estrutura produtiva e da estrutura de dominação, devendo recordar-se que a determinação não é nunca meramente unidirecional e que, portanto, esses câmbios populacionais em muitos casos produziriam câmbios na estrutura produtiva, no sistema de dominação e nas formas ideológicas que o legitimam.” 27

       Marios Nikolanikos: migração “como um fenômeno de classes que envolve a proletarização de grande massas populares.” 28

       Singer: “o que importa é não esquecer que a determinação de quem vai ( migra) e de quem fica (não migra) é social, ou seja, de classe.” 28

       Argüello distingue sua análise desse dois últimos afirmando que “Na teoria marxista e o mesmo na weberiana, a ação de migrar nunca é uma ação de classe.” 28

       Gino Germani: já que o movimento de massas é uma manifestação do cambio social, as migrações devem ser vistas como “um processo usual nas sociedades em desenvolvimento.” 28

       Bogue: “a migração é, em definitiva, um sintoma maior de cambios sociais básicos; um elemento necessário de ajustamento do equilíbrio normal da população; um processo para preservar um sistema existente; um ordenamento para fazer o máximo de uso das pessoas com qualificações especiais; um instrumento de difusão cultural e integração social e o maior componente desconhecido das estimações e precisões da população.” 28

l        há um acordo entre demógrafos e outros estudiosos sobre a definição de alguns termos básicos aplicáveis ao processo migratório no geral. Alguns termos: 29

       “A migração que tem lugar numa área de origem (saída) a uma de destino (chegada) e a um grupo de migrantes com uma origem e destino comum se chama ‘corrente migratória’”.

       “Migração Bruta: total de imigrantes e emigrantes de uma região.” 29

       intervalo migratório: diz respeito à residência dos migrantes por um tempo específico 30

       a recomendação da ONU é definir a permanência de um ano ou mais no lugar de destino como migração 30

       migrantes: aqueles que trasladam entre unidades politicas; móveis: aqueles que os fazem dentro das mesmas (alguns pesquisadores fazem essa distinção) 30

       A Comissão de População e Estatística da ONU define: imigrante permanente – pessoas que entram no país com a intenção de permanecer mais de um ano; imigrante temporário: pessoas que ficam por um período mais breve com o proposito de exercer uma ocupação por um período de tempo determinado. 30

       Sistema Migratório: corrente que se estabeleceu historicamente e que se localiza e repete com regularidade 31

l        “Partimos do suposto, desde logo, que tanto para a academia como para a burocracia oficial, o emprego do método científico é admitido como o instrumento mais idôneo para realizar e financiar investigações, já seja com fins de aumentar o grau e qualidade dos conhecimentos existentes, como para legislar e promulgar leis, formular políticas migratórias e estabelecer regras para seu cumprimento.” 31

l        a coordenação do emprego de uma linguagem permite o acordo no significado dos termos básicos e os conceitos centrais para que os resultados obtidos sejam inteligíveis para toda a comunidade científica 31

l        Selltitz: Os conceitos devem ser definido, por um lado, em termos abstratos, dando-lhes significado geral que se tenta conhecer e, por outro, os termos das operações (variáveis) pelas quais serão representados no estudo. 33

       O primeiro é necessário pra unir o estudo com o corpo da doutrina que utiliza conceitos similares ou elaborações resumidas 33

       O segundo é essencial para continuar qualquer pesquisa, já que os dados devem ser copilados do ponto de vista dos fatos observados 33

l        “… o procedimento para estabelecer um suposto ou uma conjetura com fins teóricos é explicar o suporte conceitual que a sustem. Em conseqüência não existem hipótese sem conceitos.” 33

l        A migração poderia ser definida cada dia mais como um deslocamento físico sem ausência presencial e talvez por isso requira uma redefinição teórica que permita uma maior atualização operativa 34

Capítulo 2

l        desastres naturais, caos econômicos, guerras, grandes transformações políticas e sociais e outras causas de semelhantes proporções geraram grandes desajustes demográficos – são algumas das causas de migrações 36

l        é bem provável que  o primeiro movimento populacional tenha ocorrido no período Neolítico – povos alpinos branquicéfalos procedentes das regiões fronteiriças do Lesta até a Europa Central e Ocidental – mas há muitas contradições quanto a sua importância quantitativa 36

       Assim, um movimento posterior de povos nômades nas estepes russas é aceitado com maior precisão 36

l        Hoje é em geral aceitada a tese de que as primeiras migrações do homem ao Novo Mundo se processaram pelo Estreito de Behring – mas não está confirmado quando essa migração ocorreu 37

l        o autor considera os escravos como migrantes forçados 40

l        Tanto na Antiguidade como na Idade Média, as migrações estiveram presentes como parte inseparável da mudança social 43

l        Revolução Industrial: levou ao desenvolvimento de grandes movimentos internos de trabalhadores – uma tendência crescente (movimento principal: rural-centro urbano) 45

       nesse período, o caráter e o volume de migrações continentais foi determinado pelas condições em que se explorariam as colônias 45

■         implantação dos traços culturais próprios nas colonias 45

l        nas sociedades menos populosas e com menos organização urbana essa imposição cultural e econômica foi menor, sendo que a exploração se restringiu mais a supervisão das classes dominantes – assim, não foi possível haver migrações massivas a estes lugares a partir da metrópole 46

l        no século XVIII, as migrações (metrópole –> colônia) ajudaram a solucionar problemas de desemprego e superpopulação, alem de funcionar como válvula de escape na ordem política 47

l        na primeira parte do século XIX, as condições para emigração e imigração foram favoráveis (houve uma crise emissores e necessidade de mão-de-obra nos receptores). Ainda houve um barateamento das passagens e as regulações governamentais sobre as migrações abandonaram as restrições 47

l        as migrações intercontinentais em todo o mundo, entre 1800 e 1924 totalizaram aproximadamente sessenta milhões, dos quais a metade foi para os EUA (alguns outros países na América foram Argentina, Brasil, Uruguai e Chile) 48

l        as correntes migratórias de maior importância dentro de um mesmo país se registraram nos EUA durante o seculo XIX quando a migração se dirigiu de Leste a Oeste 49

l        “A IGM deu uma reviravolta às migrações no continente europeu. A repatriação de 9 500 000 refugiados criou um conflito de enormes proporções. Como resultado dos tratados de paz, quatorze novos Estados foram criados e as fronteiras se multiplicaram. Em conseqüência, as migrações internas se converteram em muitos casos em migrações internacionais e vice-versa.” 50

l        Os países europeus mais importantes de imigração no período pós-guerra foram França e Alemanha. França experimentou um rápido crescimento econômico enquanto sua população havia sido reduzida (morte de 1 363 000 soldados e grande número de incapacitados alem da baixa taxa de natalidade), o que promoveu a imigração de trabalhadores estrangeiros.

l        A Grande Depressão dos anos 30 foi um golpe duro ao movimento migratório internacional, mas o surgimento do nazismo e do fascismo forçou novamente o movimento populacional na Europa Ocidental 50

       Também há de se mencionar o papel da Guerra Civil Espanhol (1936-1939) na geração de emigrantes espanhois 50/51

l        “Depois de terminada a II GM, o fluxo migratório de refugiados e pessoas deslocadas de seu lugar de origem foi tal, que se calcula que no decênio posterior ao armistício, o movimento de população de um país a outro, em seu conjunto, abarcou um volume igual a toda emigração européia do século XIX e primeiro decênio do XX 51

l        “Em 1947, a partilha da Índia Britânica em dois Estados: Índia e Paquistão foi acompanhada pela que talvez tenha sido a maior de todas as migrações que ocorreu na história. Os estudiosos deste episódio calcularam que entre 8 e 9 milhões de hindus foram expulsos do Paquistão para Índia e 6 a 7 milhões de muçulmanos da Índia ao Paquistão. 51

l        criação do Estado de Israel e guerra com árabes –> 950 000 refugiados da Palestina

l        liberação da Argélia –> 300 000 repatriados nativos e 600 000 franceses de volta a França

l        o nascimento de novas nações na África fomentou uma grande corrente de refugiados (em 1968 estimativa de 859 000) 51

l        depois de 1955: sinais da recuperação econômica da Europa –> declínio da emigração de trabalhadores 51

l        “Os anos posteriores a II GM presenciaram uma mudança radical na política migratória da maioria dos países receptores, principalmente nos EUA, onde se estabeleceram cotas e medidas restritivas dirigidas a selecionar a imigração.” 51

l        Intergovernmental Commitee for European Migration: entre 1952 e 1968 – deslocamento de 1,56 milhões de migrantes 51/52

l        a característica peculiar das migrações a partir da IIGM no âmbito internacional é seu caráter seletivo, devido aos requisitos impostos pelos países receptores 52 ISSO TAMBÉM É SENTIDO NO ÂMBITO DOS REFUGIADOS

l        International Migration Report (em 2002): Cerca de 175 milhões de pessoas residem atualmente em um país distinto do que nasceram – aproximadamente 3% da população mundial 54

l        “Parte do aumento da população mundial de migrantes internacionais observados entre 1970 e 2000 se deve à desintegração da antiga União Soviética em vários países independentes.” (Cerca de 27 milhões a mais – pelo simples fato de que eles teriam nascido na União Soviética e passaram a viver em outros países) 56

Resenha feita por Thaís Menezes

22 Março, 2009

Obama: imigrantes ilegais não terão ‘caminho fácil’, em 19/03/2009

Arquivado em: Estados Unidos — migrepi @ 6:22 pm
Tags: ,

Obama: imigrantes ilegais não terão ‘caminho fácil’

19/03/2009

http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/090319/mundo/eua_migra____o_obama_1

WASHINGTON (AFP) – O presidente Barack Obama defendeu nesta quarta-feira uma reforma migratória “integral” nos Estados Unidos, e destacou que os imigrantes ilegais “não terão um caminho fácil” no país, onde vivem mais de 12 milhões de estrangeiros em situação irregular.

“É preciso dizer para os imigrantes ilegais que violaram a lei. Não vieram até aqui pelo caminho correto (…) Terão que pagar uma multa significativa. Vão aprender inglês, vão para o final da fila para não prejudicar quem entrou no país corretamente”.

 

“Depois que fizerem isto, por um certo tempo, poderão obter a cidadania, mas não é algo garantido e nem automático. Tem que ser conquistado, mas vamos lhes dar uma oportunidade”.

 

Não haverá uma “anistia instantânea” para os imigrantes ilegais, ninguém vai ter “um caminho fácil”.

 

Segundo Obama, “os americanos apreciam e acreditam na imigração, mas não podemos ter uma situação na qual as pessoas entrem pela fronteira sem qualquer controle…”. “Este é o tipo de enfoque integral que temos que ter”, assinalou o presidente em um ato em Costa Mesa, na Califórnia.

 

Obama estimou que é preciso reforçar as fronteiras, mas também responsabilizar os “empregadores que exploram” os imigrantes ilegais.

 

Mais cedo, em encontro com legisladores hispânicos na Casa Branca, Obama manifestou sua disposição de apresentar um projeto para a reforma migratória ao Congresso ainda em 2009.

 

“O presidente repetiu e reiterou seu compromisso de maneira clara e inequívoca, afirmando que tem toda a intenção de fazê-lo (apresentar a reforma)”, indicou à imprensa Luis Gutiérrez, legislador democrata pelo estado de Illinois.

 

Em 2007, ainda como senador, Obama votou a favor da reforma migratória. Depois, transformou o assunto em um dos principais pontos de sua campanha eleitoral junto à comunidade hispânica, cujo voto (66% de 10 milhões de eleitores) foi decisivo na eleição de novembro passado.

EUA permitem que OEA visite centros com imigrantes detidos, 20/03/2009

Arquivado em: Estados Unidos — migrepi @ 6:18 pm
Tags: , ,

EUA permitem que OEA visite centros com imigrantes detidos

20/03/2009

http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3648170-EI8141,00-EUA+permitem+que+OEA+visite+centros+com+imigrantes+detidos.html

O governo dos Estados Unidos assegurou nesta sexta que facilitará à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) as visitas a centros de detenção para imigrantes, um pedido feito pelo organismo a Washington há mais de um ano sem sucesso.

O anúncio foi feito em uma audiência da CIDH por Dora Schriro, assessora especial da secretária de Segurança Nacional dos EUA, Janet Napolitano, para assuntos do Serviço de Imigração e de Alfândegas (ICE) e de detenções e deportações.

Em entrevista à agencia EFE após a audiência, Schriro disse que seu departamento atualmente está perfilando as datas e os detalhes para as visitas da CIDH, e expressou sua esperança em que os membros da comissão receberão “em breve” o sinal verde para as inspeções a centros de detenção para imigrantes.

Em 2007, a CIDH iniciou os trâmites perante o Departamento de Estado para poder visitar alguns centros de detenção de imigrantes perante as denúncias públicas de supostas violações aos direitos humanos.

A CIDH, organismo autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), tem interesse especial em conhecer as condições dos internos do centro de detenção T. Don Hutto em Taylor, Texas, que abriga imigrantes ilegais e suas famílias, assim como solicitantes do status de refugiado.

Muitos dos chamados residentes de Hutto são menores de idade, alguns com menos de um ano, que vivem em condições desumanas, segundo algumas ONGs que denunciaram então sua situação argumentando que não têm acesso adequado a serviços médicos, educacionais e esportivos, e que são tratados com crueldade.

Segundo fontes da CIDH, que se mostraram encantadas com a mudança de tom do Governo dos Estados Unidos em relação à sua solicitação e sua política migratória, a Comissão também quer ir a dois centros de detenção, um na Virgínia e outro no Alabama.

EFE

Turistas simulam tentativa de cruzar fronteira México-EUA, 21/03/2009

Turistas simulam tentativa de cruzar fronteira México-EUA 

21/03/2009

http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3644754-EI8140,00.html

Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considera enviar tropas da Guarda Nacional à fronteira com o México para conter a imigração ilegal – em especial de narcotraficantes -, turistas pagam para simular a experiência de tentar cruzar a divisa entre os dois países perseguidos por falsos controladores.

Na última semana, o jornal The Guardian publicou uma notícia sobre a simulação de tentativa de cruzar a fronteira com os Estados Unidos, que acontece em uma cidade mexicana, a cerca de 3 mil km da fronteira real. Para passar pela experiência, os interessados pagam cerca de R$ 25. O “espetáculo” acontece no povoado El Alberto, um dos mais pobres da região.

Em grupos de aproximadamente 20 pessoas, os turistas disfarçados de imigrantes ilegais se escondem atrás de arbustos e são perseguidos por “guardas”, que os alertam dos perigos de tentar cruzar a fronteira. “Somos agentes federais e sabemos que estão aí”, diz uma voz que se faz ouvir por meio de amplificadores. “Não tentem atravessar o rio. Não tentem atravessar o deserto. É perigoso. Fiquem no México”, completa o “fiscal”.

De acordo com líderes comunitários ouvidos pelo The Guardian, 90% dos homens em idade ativa da região enfrentam as longas e arriscadas caminhadas para tentar chegar aos Estados Unidos e se unir aos 6 milhões de mexicanos que já vivem ilegalmente no país.

Os que já passaram pela experiência garantem que ela se aproxima muito do real. Os falsos imigrantes podem inclusive ouvir sirenes de patrulhas e atravessar um rio. A simulação pode ser rápida, de apenas uma hora, ou chegar a seis horas, dependendo da resistência do participante.

A comunidade de El Alberto pretende transformar a simulação em uma fonte de turismo para a região, mas, por enquanto, a arrecadação ainda é pouca e precisa ser revertida para o próprio projeto. Os organizadores pretendem construir em seguida acomodações para os turistas durante a “travessia”.

Preocupação americana

Na vida real, a fronteira com o México é motivo de preocupação para os Estados Unidos. O chefe das Forças Armadas americanas, almirante Michael Mullen, já se referiu ao problema em entrevistas e disse que buscaria uma solução junto ao México. O presidente mexicano, Felipe Calderón, por sua vez, levantou em entrevista ao jornal Le Monde a questão da passagem de armamento americano em direção ao México pela fronteira. Segundo ele, as armas que circulam ilegalmente no país são compradas nos Estados Unidos, algumas das quais de “propriedade exclusiva do exército americano”.

O governador do Texas, Rick Perry, pediu o envio de mais de mil soldados para enfrentar a crescente violência na região fronteiriça. Na semana passada, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que Obama recebeu “pedidos específicos” para autorizar o envio das tropas e estava estudando o assunto. “O presidente se comprometeu a estudar esse pedido junto com a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano”, indicou o porta-voz, que precisou que até o momento não há um prazo para que Obama tome uma decisão.

Neste ano, mais de mil pessoas morreram no México em função da violência gerada pelo narcotráfico, e as autoridades dos EUA advertiram que os incidentes começam a se estender a cidades como Phoenix e Atlanta.

Este mês, o jornal Usa Today informou que o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos está acelerando os planos para a construção de um dispendioso “muro virtual”, composto por sensores e câmeras, ao longo da fronteira com o México. O projeto contaria com um pacote de estímulo econômico de US$ 100 milhões.

A construção do muro virtual faz parte de um projeto mais amplo, iniciado após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Além do sistema com câmeras e sensores, foi ampliado o perímetro separado por barreiras de aço e concreto e elevado o número de agentes que fiscalizam a fronteira, que hoje passam de 18 mil.

Redação Terra

Mulher diz que brasileiro condenado à prisão perpétua nos EUA é vítima de armação, em 21/03/2009

Mulher diz que brasileiro condenado à prisão perpétua nos EUA é vítima de armação

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u538486.shtml

MARINA LANG
colaboração para a Folha Online

Mary Aparecida de Souza Oliveira, 49, mora em Borborema (384 km de São Paulo), trabalha como cabeleireira, garçonete em pizzaria e comerciante. Tem dois filhos cujos estudos, em medicina e odontologia, foram interrompidos. Seu marido, Alaor do Carmo Oliveira Júnior, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos.

Oliveira Júnior, 55, foi acusado pelo Departamento de Imigração dos EUA por sequestro e tráfico humano. Sua mulher, no entanto, defende a inocência do marido. “Ele foi acusado injustamente. Foi uma armação de brasileiros que já haviam tentado entrar nos EUA quatro vezes, sem sucesso. Se eu fosse mulher de traficante humano, não precisaria trabalhar”, afirma a cabeleireira.

A brasileira cita os nomes de Ana Paula Morgado (que, depois da acusação sobre Oliveira Júnior, obteve o Green Pass, visto de residência definitiva, por ser vítima de crime em território norte-americano) e Monica Alino (que teria sido deportada e voltou ao Brasil) como supostamente responsáveis pela armação.

Segundo Mary, seu marido prestava serviços a uma empresa de transportes denominada Yellow Green, cujo proprietário seria Reynaldo Eid, 49, o outro condenado à prisão perpétua. Em novembro de 2005, Ana Paula e Mônica teriam procurado o serviço de transporte para cruzar a fronteira, sob alegação de que ficariam no país até o dia 12 de dezembro.

Elas teriam ficado alguns dias em um hotel aguardando seus maridos, para efetuar o pagamento do transporte. “Como uma vítima de sequestro fica em um quarto diferente no hotel?”, questiona Mary. “Meu marido levou a criança [o filho de 5 anos de Ana Paula] para cortar o cabelo, para comer, porque estavam sem dinheiro.”

Mary diz ainda que o marido foi vítima de uma “máfia americana”. “Eles acusaram dois brasileiros, sumiram com provas, e as supostas vítimas não testemunharam no julgamento. Brasileiro é tratado como lixo”, lamenta a cabeleireira.

De acordo com ela, os defensores públicos dos brasileiros estão recorrendo à Suprema Corte dos EUA para anular a condenação. “O cônsul brasileiro também está acompanhando o caso, indignado com a situação, e informando o Itamaraty”, afirma. Ela disse que procurou o Itamaraty no momento em que o marido foi preso, há três anos. “Mas não deram bola.”

A Folha Online tentou entrar em contato com o Consulado Geral do Brasil em Los Angeles e com o Itamaraty durante este sábado (21), mas ninguém foi encontrado para falar sobre o caso.

Oliveira Júnior residia há nove anos nos EUA e tinha se mudado, segundo sua mulher, para arcar com os gastos das faculdades dos filhos, que abandonaram os estudos depois da prisão.

“Estou em estado de choque. O que posso fazer?”, diz ela. “Meu pedido [às autoridades brasileiras] é o seguinte: o brasileiro é abandonado nesses lugares. Deveriam ter dado mais credibilidade ao caso quando os procurei. Agora tem essa bomba. Queria que reconhecessem o erro e fossem atrás para ver o que está acontecendo.”

Dois brasileiros acusados de sequestro são condenados à prisão perpétua nos EUA, em 21/03/09

Arquivado em: Brasil - Emigração, Estados Unidos — migrepi @ 6:01 pm
Tags: , ,

21/03/2009

Dois brasileiros acusados de sequestro são condenados à prisão perpétua nos EUA

 http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u538370.shtml

da Folha Online

Atualizado às 12h41.

Dois brasileiros acusados de facilitarem a entrada de imigrantes ilegais nos Estados Unidos foram condenados, no início do mês de março, à prisão perpétua por sequestrar uma brasileira e seu filho de cinco anos.

Reynaldo Eid, 49, que mora em Nova York, e Alaor do Carmo Oliveira Júnior, 55, que vive em Danbury, Connecticut, foram sentenciados culpados pela Corte Suprema há um ano, e somente no último dia 6 receberam a pena de prisão perpétua.

“A sentença envia uma mensagem clara sobre as consequências para aqueles que mantêm atividades ilegais de tráfico humano, por facilitar a entrada de imigrantes atravessando a fronteira. É uma atividade que põe a vida das pessoas em perigo, e cujo único objetivo é o lucro”, afirmou Robert Schoch, agente especial do Departamento de Imigração dos EUA em Los Angeles.

O promotores do Condado de Orange informaram que uma paulistana e seu filho foram levados ilegalmente aos Estados Unidos, em 2005, do México até a Flórida. Lá, eles deveriam encontrar o marido da brasileira. Os dois foram passados de um “coiote” a outro até que chegaram a Eid e Oliveira, em um posto de gasolina em Costa Mesa.

A dupla chamou então o marido da brasileira e exigiu dele mais dinheiro –além dos US$ 14 mil que ela já tinha pago para entrar no país ilegalmente. Eles ameaçaram ainda, segundo o jornal “Orange County Register”, levar a mulher e a criança para Nova York para trabalhar até que pagassem a dívida.

O marido ligou para uma amiga no Condado de Orange e pediu que ela fosse ao motel onde eles estavam para tentar ajudá-los a fugir, e também ligou para a polícia, afirmou o procurador geral Andre Manssourian. Os policiais encontraram Eid e Oliveira tentando fugir com a mãe e a criança.

Com agência Associated Press

20 Março, 2009

Opinião: Alemanha acolhe refugiados iraquianos “com dois pesos e duas medidas”, em 19/03/2009

Arquivado em: Alemanha — migrepi @ 6:21 pm
Tags: , , ,

Deutsche Welle

19/03/2009

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4111974,00.html?maca=bra-newsletter_br_Destaques-2362-html-nl

Opinião: Alemanha acolhe refugiados iraquianos “com dois pesos e duas medidas”

Com os 2,5 mil iraquianos, em sua maioria cristãos, que vêm para a Alemanha, passam a existir duas categorias de refugiados iraquianos no país: os bem-vindos e os ameaçados de expulsão, critica Daniel Scheschkewitz.

 

Desde 2002 impera no Iraque uma guerra sangrenta, que leva, por diversas razões, as pessoas à fuga: seja por medo de perder a própria vida, por desespero ou por necessidades materiais. Dos aproximadamente 2,5 milhões de refugiados iraquianos, a  maioria fugiu para os países vizinhos Jordânia e Síria e só alguns poucos conseguiram chegar à Europa.

Na União Europeia – assim como na Alemanha – eles vêm sendo tolerados apenas provisoriamente. E estão ameaçados de serem deportados, caso não sejam reconhecidos como requerentes de asilo.

Por outro lado, os refugiados iraquianos que acabam de chegar ao país e pertencem ao contingente de refugiados da ONU desfrutam de um completo direito de permanência, com todos os privilégios que isso inclui, como o direito a curso de idioma, permissão de trabalho e proteção por parte da Igreja e do Estado.

O fato de que pessoas cuja necessidade de proteção é incontestável sejam recebidas em nosso país legitima a Alemanha como uma nação civilizada. Que também cristãos façam parte desse grupo deveria ser uma obviedade. Eles eram e ainda são vítimas de perseguição no Iraque.

Mas tratar os refugiados de forma distinta somente porque uns são adeptos da crença cristã, tendo, nas Igrejas, um forte patrono protetor, enquanto os outros levam uma vida miserável de uma existência à sombra da sociedade, é uma situação insustentável, que contradiz o mandamento da lealdade.

O direito de asilo deveria valer para qualquer um, não importa se muçulmano, cristão ou ateu. A Alemanha faz jus, através da recepção oficial aos cristãos iraquianos, ao direito, por muito tempo desrespeitado, dessas pessoas de contarem com a solidariedade e com o amor do próximo.

Mas faz parte do sistema cristão de valores da nossa sociedade fazer valer nossa ajuda e nossa compaixão a todas as pessoas ameaçadas, independentemente de suas crenças religiosas, quando essas pessoas – como é o caso do Iraque – batem legitimamente às nossas portas.

Nesse ponto também não vale o argumento segundo o qual xiitas e sunitas poderiam encontrar abrigo em outras regiões do Iraque. Quem foge para a Europa tem suas razões: ou são familiares ou amigos que aqui já vivem, ou é a falta completa de perspectivas em seu próprio país.

No caso do Iraque, esse tratamento desigual é ainda mais incompreensível diante do fato de que a Alemanha, desde o início, criticou a guerra por razões morais. De acordo com isso, o país não deveria receber somente 2.500 refugiados, mas dez vezes mais do que esse número.

Isso corresponderia mais ou menos ao número de pessoas que a Alemanha abrigou com o chamado Boat People nos anos 1980. Muitos destes tampouco eram cristãos e demonstramos, assim mesmo, nossa solidariedade.

A percentagem de cristãos entre os refugiados iraquianos gira em torno de 20%. Destes, a Europa acolhe apenas uma pequena parcela, ou seja, 10 mil pessoas. Talvez, à sombra da permanente crise econômica, não se possa exigir mais do que isso das nossas sociedades.

O que, no entanto, deveríamos fazer de qualquer forma é igualar a condição jurídica de todos os refugiados do Iraque. Não deve haver refugiados de primeira e de segunda categoria, não num Estado de Direito e muito menos por questões religiosas.

Exatamente porque nós, como membros de uma comunidade marcada por valores cristãos, tratamos todas as pessoas da mesma forma, independentemente de sexo, crença religiosa ou origem. Esse princípio deveria valer também para os refugiados do Iraque.

 

15 Março, 2009

Crise afunda Dubai na decadência, em 15/02/09

Arquivado em: Emirados Árabes — migrepi @ 10:06 pm
Tags: , ,

O Estado de São Paulo, 15/02/09:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090215/not_imp324115,0.php

Crise afunda Dubai na decadência

Cidade-símbolo do capitalismo árabe está à beira de tornar-se uma cidade fantasma

Robert Worth, NYT, DUBAI

Sofia, uma francesa de 34 anos, mudou-se para cá há um ano para assumir um emprego em publicidade. Confiante na economia exuberante de Dubai, comprou um apartamento por quase US$ 300 mil com uma hipoteca de 15 anos.

Agora, como muitos trabalhadores estrangeiros que compõem quase 90% da população local, ela foi dispensada e enfrenta a perspectiva de ser obrigada a abandonar o Golfo Pérsico – ou pior.

“Estou realmente assustada com o que poderia acontecer, porque comprei um imóvel aqui”, disse Sofia, que pediu para seu sobrenome não ser divulgado pois está procurando um novo emprego. “Se não conseguir pagar, disseram-me que poderia acabar na prisão para devedores.”

Com a economia de Dubai em queda livre, os jornais noticiaram que mais de 3 mil carros estão abandonados no estacionamento do aeroporto de Dubai, deixados por estrangeiros endividados em fuga (que poderiam, de fato, ser presos se não pagassem suas contas). Comenta-se que alguns têm cartões de crédito estourados e notas de desculpa pregados com adesivo no para-brisa.

O governo diz que os números reais são muito menores. No entanto, as histórias contêm pelo menos uma pitada de verdade: os desempregados aqui perdem seus vistos de trabalho e, então, precisam deixar o país no prazo de um mês.

Isso, por sua vez, reduz gastos, cria vacância em moradias e faz baixar o preço dos imóveis em uma espiral descendente que deixou partes de Dubai – que já foi saudada como a superpotência econômica do Oriente Médio – parecendo uma cidade fantasma.

Em vez de aumentar a transparência sobre a situação, os Emirados Árabes Unidos (EAU) vão na direção oposta. Um novo projeto de lei sobre a mídia tornaria crime prejudicar a reputação ou a economia do país, punível com multas de até 1 milhão de dirhans (cerca US$ 272 mil).

Alguns dizem que isso já está tendo um efeito paralisante sobre o noticiário da crise. No mês passado, jornais locais noticiariam que Dubai estava cancelando 1.500 vistos de trabalho por dia, citando fontes governamentais anônimas.

Questionado sobre o número, Humaid bin Dimas, um porta-voz do Ministério do Trabalho dos Emirados, disse que não confirmaria nem negaria, e não quis comentar mais o assunto. Alguns dizem que o número real é bem maior.

Algumas coisas estão claras, contudo. Os preços dos imóveis, que subiram dramaticamente durante os seis anos de boom de Dubai, caíram 30% ou mais nos últimos dois ou três meses em algumas partes da cidade.

Há tantos carros de luxo à venda que eles, às vezes, são vendidos por 40% do preço pedido há dois meses, segundo revendedores de veículos usados. A maioria das ruas de Dubai, normalmente com tráfego pesado nesta época do ano, agora está vazia.

Alguns analistas afirmam que a crise não durará muito nos sete emirados que compõem os EAU, nos quais Dubai sempre fez o papel de irmão mais novo e rebelde que confronta a capital Abu Dabi, rica em petróleo e mais conservadora. O problema é que, até agora, a capital só ofereceu ajuda financeira para seus próprios bancos, ignorando o drama da cidade mais populosa do país.

Para muitos estrangeiros, Dubai parecia, no início, um refúgio relativamente isolado do pânico que começou a atingir o restante do mundo no segundo semestre do ano passado. O Golfo Pérsico está calçado por uma vasta riqueza de petróleo e gás, e algumas pessoas que perderam seus empregos em Nova York e Londres começaram a procurá-los aqui.

Entretanto, Dubai, diferentemente de Abu Dabi ou dos vizinhos Catar e Arábia Saudita, não tem seu próprio petróleo, e construiu sua reputação com imóveis, finanças e turismo.

Agora, muitos expatriados falam de Dubai como se ele tivesse sido um engodo o tempo todo. Rumores espalham-se rapidamente: a Palm Jumeira, a ilha artificial que é um dos marcos dos empreendimentos imobiliários da cidade, estaria afundando, e quando se abrem as torneiras nos hotéis construídos sobre ela, só saem baratas.

Hamza Thiab, um iraquiano de 27 anos que se mudou de Bagdá para cá em 2005, perdeu seu emprego em uma empresa de engenharia há seis semanas. Se não encontrar um trabalho até o fim de fevereiro, terá de partir. “Estou procurando há três meses, e só fiz duas entrevistas”, disse ele.

“Antes, a gente abria os jornais e via dezenas de empregos. Antes, muitos de nós estavam levando uma boa vida aqui. Agora, não conseguimos sequer pagar nossos empréstimos. Ficamos apenas dormindo, fumando, tomando café e tendo dores de cabeça por causa da situação.”

Nearly 50,000 African immigrants reach Yemen in 2008 , em 13/01/09

Arquivado em: Uncategorized — migrepi @ 10:01 pm
Tags:

Yemen Observer, 13/01/09:

http://www.yobserver.com/local-news/10015554.html

Nearly 50,000 African immigrants reach Yemen in 2008 

Written By: Nasser Arrabyee      

About 50,000 African immigrants, largely Somalis, have arrived in Yemen from January to December 31st 2008, said an official at the Sana’a-based office of UN agency for refugees (UNHCR).

“We received a total of 50,091 African immigrants, mainly Somalis during last year, of whom 73 per cent were males,” media representative and public relations manager at the UNHCR Andrew Knight told the Yemen Observer. A total of 384 immigrants drowned at sea, while another 359 went missing, he said.

In 2007, some 29, 360 African immigrants, again mainly Somalis, arrived in Yemen, while a total of 654 immigrants drowned at the sea and another 654 went missing, said Mr. Knight.

For their part, Yemeni officials said there are about 700,000 Somalis and other African immigrants living in Somalia, though very few of them are registered with the UNHCR. 

“There are more than 700,000 Somali immigrants, in addition to thousands of immigrants from other African nationalities, most of whom are not registered with the UNHCR,”  said the Deputy Foreign Minister and Chairman of the National Committee for Refugees in Yemen, Ali Muthana Hassan.

Meanwhile, the European Commission allocated this week 500,000 Euros in assistance for African immigrants in Yemen for 2009 according to a statement sent to local media. Previously, the EU had allocated 800,000 Euros in 2008.

Filipinas in Arab states HIV vulnerable, em 10/03/09

Arquivado em: Filipinas — migrepi @ 9:58 pm

ABS-CBN News, 10/03/09:

http://www.abs-cbnnews.com/pinoy-migration/03/10/09/filipinas-arab-states-hiv-vulnerable

Filipinas in Arab states HIV vulnerable’

By DAVID DIZON/abs-cbnNEWS. com

Thirty-four- year-old Rina (not her real name) looks like any capable migrant worker who has endured her fair share of hardship while working overseas.

Rina started work as a domestic helper in Qatar in 1992. Since she was only 17 at the time, she had to change her surname and age on her passport to be allowed to work overseas.

In the Arab state, she said she was made to work from sunrise to sundown for her employer and for her employer’s extended family. Aside from the long hours, she said she was not given adequate food and would often be subjected to verbal and physical abuse. Her salary was often delayed and was lower than what was promised by her recruiter.

“I would get sick but I was never given any medicine. For one whole year, I was only given one day-off. One time, my employer told me to give him a massage while he started mashing my private parts,” she said in a forum at the Dusit Thani Hotel in Makati City.

Because of homesickness, she said some Filipinas in Qatar would get into relationships with other OFWs to find the love and compassion that they were yearning for. Some of the women migrants who felt pressured to send more money home to their loved ones would sell their bodies to earn extra income, she said.

When she moved to Dubai a few years later, Rina’s situation turned from bad to worse as her new employer raped her repeatedly. Out of desperation, she informed her employer’s wife about the abuse and got sympathy and support.

“The wife confronted [my employer] about the rape and he got very angry. He started beating her. I escaped and sought help from the police, but they didn’t even bother to acknowledge my case,” she recounted.

Rina escaped to the Philippines in May 2000. Upon her arrival, she fell ill and had to rest for a month before applying for another job, this time in Malaysia.

A mandatory blood test, however, showed that she was already HIV positive — a cruel reminder of her ordeal in Dubai.

“I cried and wished I was dead. I was depressed for weeks. I wasn’t a sex worker and I never had affairs with the other Filipinos when I was abroad. I asked God ‘How could this happen to me?’” she said.

Not the exception

Rina’s case is not unique. According to a study by the UN Development Programme and the Joint Programme on HIV/AIDS (UNAIDS) launched Tuesday, women migrant workers in Asia including Filipinas who work in the Arab states are targets of sexual exploitation and violence and are highly vulnerable to factors that lead to HIV infection.

Based on almost 600 interviews in four Asian states and three in the Arab states, the report “HIV Vulnerabilities of Migrant Women: From Asia to the Arab states” reveals the social, economic and health toll that migration imposed on emigrating women, particularly low-skilled ones who are lured by job prospects.

The Arab states are the primary destination for many migrant workers from Asia, including Bangladesh, Sri Lanka, Pakistan and the Philippines. The study estimates that 70 to 80 percent of migrants from Sri Lanka and the Philippines to the Arab states are women.

The study revealed that more women are vulnerable to HIV because of limited preparedness and poor access to information and services. It also showed female domestic workers are often only recognized as official employees when it comes to pre-employment HIV testing, but they are not protected by the basic labor rights of migrants as their jobs are not recognized by labor laws.

It also showed that there is little to no assistance for returning HIV positive migrants to reintegrate and to be able to access HIV services, counseling and alternative livelihoods.

In Rina’s case, she had to approach a nongovernment organization to help her deal with her problem and finally inform her parents about the diagnosis. Now married with two children, Rina said she takes retroviral drugs for her illness while working as an advocate to inform others about HIV.

“I realized that HIV/AIDS is not a death sentence, that I can still function and work and be productive,” she told reporters.

Migration not a risk factor

Renaud Meyer, UNDP Country Director for the Philippines, said that while migration itself is not a risk factor to HIV infection, the conditions under which some workers migrate and their living conditions in the host countries make them highly vulnerable to HIV.

“While there has been enormous progress in the Philippines with very progressive and effective initiatives developed by the government and NGOs, this work needs to be expanded further. Programs in the Philippines need to ensure that all migrants move in safe conditions that they know how to protect themselves in difficult circumstances,” he said.

The study showed that of the total number of HIV cases recorded in the Philippines since 1984, OFWs make up 34 percent (1,162) or about a third of the total. Over the years, the HIV Registry has tracked the growing number of HIV cases among OFWs.

Share of OFWs in the HIV Registry from 2001 to 2007

Date

Total Reported No. of Cases

Total OFW

Percentage

December 2001

1,611

442

28%

December 2002 

1,796

546

30%

December 2003 

1,965 

634

32%

December 2004 

2,200

725

33%

December 2005

2,410

821

34%

December 2006

2,719

954

35%

December 2007

3,061

1,061

35%

According to the last available breakdown of OFW data in the HIV Registry, out of the 1,061 OFWs who tested positive in December 2007, 33 percent (347) were seafarers, 17 percent (179) were domestic workers, nine percent (97) were employees, eight percent (81) were entertainers, and six percent (65) were health workers. Sexual transmission remained to be the leading mode of transmission (94 percent) of HIV among OFWs. 

The study showed that host countries and countries of origin have an equal responsibility to provide protective policies and programs. Several of the recommendations included in the report are:

Migrants who have a medical condition that does not impair their ability to work, such as living with HIV, should not be denied the right to work;

Health insurance schemes for migrant workers should cover all aspects of health, including HIV;

Blacklisting abusive employers and their hiring agents and sharing the information among host countries and countries of origin;

Training embassy and consular staff in host countries on the special needs and vulnerabilities of migrant women;

Reform existing labor laws to cover migrant workers in the domestic sector.

The study also outlines positive steps that are being taken in some host countries in the Arab states to ensure responsiveness to the needs of migrant women. In Lebanon, all working migrants have health insurance while in the United Arab Emirates, a new unified contract to regulate the rights and duties of domestic workers includes a medical aid provision.

“The government of Bahrain, NGOs and the UN are committed to starting a project to strengthen information and HIV/AIDS services for migrant women,” said Sayed Aqa, UN resident coordinator in Bahrain.

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.